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A demografia do Congresso

10 out 2018 - 14h08
(atualizado em 10/10/2018 às 06h32)
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Câmara dos Deputados e Senado mantêm perfil que destoa do eleitorado, com homens, brancos, casados e com ensino superior completo como maioria. Maior parte dos eleitos têm entre 55 e 59 anos de idade.Homem, branco, casado, de 50 e poucos anos e com ensino superior completo. Esse é o retrato do Congresso brasileiro eleito no último domingo (07/10), o que não altera o perfil dos congressistas que tomaram posse após as eleições de 2014.

Troca de funções: parte dos senadores eleitos veio da Câmara, e parte dos deputados, do Senado
Troca de funções: parte dos senadores eleitos veio da Câmara, e parte dos deputados, do Senado
Foto: DW / Deutsche Welle

Dados disponibilizados pelo Tribunal Superior Eleitoral, no entanto, revelam que essas características destoam da maioria do eleitorado brasileiro, composto por mais mulheres (52,5%), mais solteiros (59,6%) e do qual boa parte não completou o ensino fundamental (25,84%). Os pretos e pardos são maioria na população brasileira (54,9%) e, consequentemente, no eleitorado.

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Gênero

Das 513 vagas em disputa na Câmara dos Deputados, apenas 77 serão ocupadas por mulheres, o que representa 15% do total. No Senado, sete senadoras foram eleitas em 2018. Mesmo somadas às senadoras que permanecem na Casa até 2023 (as eleitas no último domingo ficam até 2027, pois o mandato do cargo é de oito anos), o número de mulheres não ultrapassará 12 - o que corresponde a 14,81%.

Se a senadora Fátima Bezerra (PT) eleger-se governadora no Rio Grande do Norte, onde concorre na eleição em segundo turno, o número de mulheres no Senado cairá para 11, o equivalente a 13,58% das cadeiras.

Cor da pele

A esmagadora maioria do Congresso será branca. São 40 senadores brancos eleitos (74,07%) e 385 deputados (75,05%). Pardos somam 11 no Senado (20,37%) e 104 (20,27%) na casa legislativa vizinha. Há três senadores que se declaram pretos (5,56%) e 21 deputados (4,09%).

Apenas um indígena compõe a 56ª legislatura da Câmara, que permanece na Casa até 2022. A advogada Joenia Wapichana (Rede-RR) será a primeira mulher indígena da história a assumir uma das vagas na Câmara. Ela também é considerada a primeira indígena a se formar em Direito no país, em 1997.

Entre os deputados federais, dois declararam serem amarelos. O novato em cargos eletivos, Kim Kataguiri (DEM-SP), e o estreante na Câmara, Luiz Nashimori (PR-PR), descendem de orientais.

Grau de escolaridade

Quase 80% do Congresso eleito frequentaram e concluíram um curso universitário. Na outra ponta da gangorra do grau de instrução está Emidinho Madeira (PSB-MG), único a declarar que apenas lê e escreve. A alfabetização é requisito constitucional para a eleição.

No registro do deputado reeleito Tiririca (PR-SP) consta que ele possui ensino fundamental incompleto. Na primeira eleição do deputado, em 2010, houve polêmica sobre a veracidade de seu pedido de candidatura. Na época, Tiririca afirmou saber ler e escrever, o que foi contestado em denúncia. Em 2013, entretanto, o Supremo Tribunal Federal concluiu que o deputado é alfabetizado e arquivou o caso.

Há outros quatro deputados sem diploma de ensino fundamental: Magda Mofatto (PR-GO), Vilson da Fetaemg (PSB-MG), Gelson Azevedo (PHS-RJ) e Dionilso Marcon (PT-RS). Entre os senadores, apenas um não terminou o ensino fundamental: Jorge Kajuru (PRP-GO).

Estado civil

Os casados serão maioria tanto na Câmara quanto no Senado. Entre os senadores eleitos, 43 declararam serem casados na hora do registro da candidatura (79,63%). Os divorciados somam nove (16,67%), e há apenas um senador separado (Rodrigo Pacheco, do DEM-MG) e outro solteiro (Mara Gabrilli do PSDB-SP). Apesar de constarem entre os deputados federais 355 casados (69,2%), o número de solteiros ainda é grande: 111 (21,64%). Os divorciados somam 42 (8,19%), dois são separados, e três, viúvos.

Faixa etária

A maioria dos recém-eleitos ocupantes do Congresso tem entre 55 e 59 anos de idade. Na Câmara, são 92 nesta faixa etária (17,93%) enquanto que no Senado, 12 (22,22%). A idade mínima para ser senador é 35 anos. Na Câmara, é preciso já ter completado 21 anos.

Quatro senadores estão na faixa dos 35 aos 39 anos. Os mais jovens também somam quatro na Câmara - mas, por ali, essa faixa vai dos 21 aos 24 anos. Luisa Canziani (PTB-PR), de 22 anos, é a mais jovem eleita para o cargo de deputado federal.

Se somados todos os idosos (pessoa maiores de 60 anos), esta seria a maior bancada do Congresso Nacional. Na Câmara, 104 dos 513 deputados têm mais de 60 anos (20,26%). Já no Senado, 20 dos 54 eleitos (37,03%) fazem parte da população idosa brasileira. A deputada mais velha é Luiza Erundina (PSOL-SP), que terá 84 anos no dia da posse. No Senado, o mais velho é Arolde de Oliveira (PSD-RJ), nascido antes do início da Segunda Guerra Mundial, em 1937, e que assumirá o cargo aos 81 anos.

Ocupação

A ocupação anterior dos eleitos chama a atenção. Entre os deputados, quatro indicaram "senador" como profissão, entre eles, Aécio Neves (PSDB-MG), Gleisi Hoffmann (PT-PR), José Medeiros (Podemos-MT) e Lídice da Mata (PSB-BA). Por outro lado, entre os senadores, 15 deputados. Enquanto apenas um vereador elegeu-se senador, na Câmara, eles somam 17.

O Congresso terá 20 servidores públicos, entre municipal, estadual e federal, que provavelmente se licenciarão para exercer o mandato de quatro anos, além de 17 professores, que lecionavam do Ensino Fundamental ao Superior.

Dezenove deputados federais são médicos. Há ainda 13 engenheiros, 39 advogados, 51 empresários e 14 administradores. A bancada policial (considerando policiais militares e civis além de bombeiros) tem nove integrantes. Três são membros das Forças Armadas, e dois, militares reformados. Para o Senado, foram eleitos três policiais e um ex-atleta profissional, Leila do Vôlei (PSB-DF).

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