Brasil deve vender 2,35 milhões de motos em 2026, diz associação
Abraciclo também revisou estimativas de produção e exportação; emplacamentos somaram 1,78 milhão de unidades de janeiro a setembro, alta de 10,5% em relação a 2025
A Abraciclo elevou as projeções para 2026, prevendo a venda recorde de 2,35 milhões de motos no Brasil (+6,9%), além de 2,1 milhões fabricadas em Manaus e 48 mil exportadas. De janeiro a setembro, os emplacamentos subiram 10,5%, somando 1,78 milhão de unidades, enquanto a produção avançou 9,9%, atingindo o melhor resultado desde 2008. O mercado segue amplamente dominado pelos modelos de baixa cilindrada (78,8%) e da categoria Street (51,2%), mantendo o setor em forte ritmo de crescimento no país.
A Abraciclo, associação que representa fabricantes de motocicletas instalados no Brasil, elevou suas projeções para o setor em 2026. A entidade divulgou, nesta terça-feira (13), que espera que 2,35 milhões de motos sejam emplacadas no País, alta de 6,9% em relação a 2025. A estimativa anterior era de 2,3 milhões de unidades.
A associação também revisou para cima as previsões de produção e exportação. A expectativa é que as fábricas do Polo Industrial de Manaus produzam 2,1 milhões de motocicletas neste ano, crescimento de 6% na comparação com 2025. Antes, a projeção era de 2,07 milhões.
Para as exportações, a estimativa passou de 45 mil para 48 mil unidades, avanço de 11,3% sobre o volume registrado no ano passado.
Vendas de motos batem recorde até setembro
De janeiro a setembro, foram emplacadas 1.783.972 motocicletas no Brasil, alta de 10,5% em relação ao mesmo período de 2025. Segundo a Abraciclo, é o melhor resultado para os nove primeiros meses do ano.
Somente em setembro, foram licenciadas 205.120 unidades. O número representa queda de 0,4% na comparação com o mesmo mês do ano passado e recuo de 0,1% em relação a agosto. Com 21 dias úteis, a média diária de vendas foi de 9.768 motocicletas.
Produção cresce 9,9% no ano
A produção de motocicletas também mantém ritmo de crescimento. Entre janeiro e setembro, as fabricantes produziram 1.645.034 unidades no Polo Industrial de Manaus, alta de 9,9% sobre o mesmo intervalo de 2025. De acordo com a entidade, é o melhor resultado para o período desde 2008.
Em setembro, foram fabricadas 186.758 motos. O volume foi o maior para o mês desde 2011 e ficou 10,4% acima do registrado em setembro do ano passado. Na comparação com agosto, porém, houve queda de 8,5%.
As motocicletas do tipo Street lideraram a produção no acumulado do ano, com 842.150 unidades, o equivalente a 51,2% do total. Em seguida vieram as Trail, com 328.636 motos (20%), e as motonetas, com 214.200 unidades (13%).
Motos de baixa cilindrada concentram produção
Os modelos de baixa cilindrada continuam dominando a produção nacional. De janeiro a setembro, foram fabricadas 1.295.499 unidades dessa categoria, que representou 78,8% do total.
As motos de média cilindrada somaram 302.992 unidades, ou 18,4% da produção. Já as de alta cilindrada chegaram a 46.543 unidades, equivalentes a 2,8% do total. Essa última categoria registrou crescimento de 19,7% no acumulado do ano.
Em setembro, as motocicletas de baixa cilindrada responderam por 77,9% da produção mensal, com 145.418 unidades. As de média cilindrada somaram 36.566 unidades (19,6%), enquanto as de alta cilindrada totalizaram 4.774 motos (2,5%).
Exportações
As exportações de motocicletas também cresceram nos primeiros nove meses de 2026. As fabricantes associadas à Abraciclo embarcaram 36.489 unidades para outros países, alta de 23,7% em relação ao mesmo período do ano passado.
Em setembro, porém, foram exportadas 4.826 motocicletas, queda de 8,2% na comparação anual. Frente a agosto, houve crescimento de 12,5%.
Com a revisão das projeções, a associação espera encerrar 2026 com 48 mil motos exportadas, ante a previsão anterior de 45 mil unidades.
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