Bolsonaro enfrenta piora nas crises de soluço e defesa pede a Moraes liberação de médico
Crises de soluço de Bolsonaro têm se intensificado e advogados pedem que médico possa visitar o ex-presidente que está em prisão domiciliar
O ex-presidente Jair Bolsonaro está enfrentando uma piora em seu quadro de saúde. O político vem tendo crises de soluço intensas, e sua defesa decidiu acionar o ministro Alexandre de Moraes para conseguir uma liberação permanente para médicos e três auxiliares durante sua prisão domiciliar.
O principal objetivo da solicitação é facilitar e agilizar o tratamento do ex-presidente, evitando a necessidade de solicitar autorização a cada nova visita médica.
Nos últimos dias, o Ministro tomou uma decisão sobre as políticas e restrições envolvidas na prisão de Bolsonaro. Sendo elas, a autorização do ex-presidente em receber visitas de familiares. Quem tiver interesse em visitá-lo não precisará avisar com antecedência, mas Moraes reforçou a obrigatoriedade do cumprimento das medidas restritivas, entre elas a proibição de uso de celular e a vedação de registros por vídeo.
Já os aliados de Bolsonaro, que quiserem visitá-lo, ainda precisam pedir autorização ao STF. O primeiro a fazer a visita foi o senador Ciro Nogueira (PP-PI). Outros políticos já enviaram pedidos, mas não foram analisados pelo ministro até o momento.
O que aconteceu com Bolsonaro?
O caso ganhou destaque no domingo, quando foram realizadas manifestações de apoio a Bolsonaro em várias cidades. No Rio de Janeiro, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) foi um dos organizadores. Durante o ato, Flávio usou o viva-voz de seu telefone para que o pai falasse com o público. Em seguida, ele postou um vídeo nas redes sociais mostrando Bolsonaro em sua casa, mandando uma mensagem aos apoiadores: "Um abraço a todos. É pela nossa liberdade. Estamos juntos", disse o ex-presidente.
Ele descumpriu?
"Não há dúvidas de que houve o descumprimento da medida cautelar imposta a Jair Messias Bolsonaro", escreveu Moraes. O ministro considerou que a conduta do ex-presidente, mesmo sem o uso direto de seus próprios perfis, foi uma violação deliberada das restrições.
O despacho de Moraes ressalta que as ações de Bolsonaro demonstram "a necessidade e adequação de medidas mais gravosas de modo a evitar a contínua reiteração delitiva do réu". Com a decisão, Bolsonaro deverá cumprir prisão domiciliar em sua residência.