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Blefaroplastia lidera cirurgias no mundo; entenda os avanços

Procedimento ultrapassou 2,1 milhões de cirurgias em 2024; em Ribeirão Preto e Matão, médica explica como novos recursos podem ajudar a reduzir inchaço e hematomas no pós-operatório

28 ago 2026 - 18h43
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Resumo
A blefaroplastia tornou-se a cirurgia plástica mais realizada no mundo, somando 2,1 milhões de procedimentos em 2024, com forte adesão no Brasil. O avanço de recursos tecnológicos, como o laser de CO₂ e a técnica de drug delivery, tem proporcionado maior precisão cirúrgica, menos sangramento e um pós-operatório com menos inchaço e hematomas. Especialistas ressaltam, contudo, que a tecnologia não anula o período de recuperação, exigindo cuidados personalizados para cada paciente.

A cirurgia para retirar o excesso de pele e as bolsas ao redor dos olhos ganhou espaço entre os procedimentos estéticos realizados em todo o mundo. Em 2024, a cirurgia das pálpebras, conhecida como blefaroplastia, alcançou o topo do ranking mundial de cirurgias estéticas, com mais de 2,1 milhões de procedimentos, crescimento de 13,4% em relação ao ano anterior, segundo levantamento da International Society of Aesthetic Plastic Surgery (ISAPS).

Foto: Divulgação - Dra. Gabriela Câmara / DINO

O Brasil acompanha esse movimento. No mesmo período, o país registrou cerca de 2,35 milhões de cirurgias estéticas, sendo aproximadamente 231 mil procedimentos nas pálpebras, colocando a cirurgia entre as mais realizadas pelos brasileiros.

Em Ribeirão Preto, importante polo regional de saúde no interior paulista, o avanço desse mercado também chama atenção para uma das principais dúvidas de quem pensa em realizar o procedimento: como será a recuperação? Inchaço, hematomas e o tempo necessário para voltar à rotina costumam estar entre as principais preocupações dos pacientes.

Segundo a médica oftalmologista especialista em cirurgia plástica ocular Gabriela Câmara, que atende em Ribeirão Preto e Matão, a evolução das técnicas permite hoje um cuidado que vai além da retirada do excesso de pele.

"Quando conseguimos trabalhar com mais precisão e controlar melhor o sangramento durante o procedimento, podemos ter um pós-operatório mais confortável. Em alguns casos, observamos menos inchaço e hematomas, o que favorece uma recuperação mais tranquila, sempre respeitando as características e o tempo de recuperação de cada paciente", explica.

Recuperação também entra no planejamento

Entre os recursos que podem ser associados à cirurgia está o laser de CO₂. Durante o procedimento, a tecnologia auxilia na precisão e na coagulação de pequenos vasos, contribuindo para o controle do sangramento e podendo favorecer uma recuperação com menos inchaço e hematomas em determinados casos.

O uso da tecnologia também pode ir além do momento da cirurgia. Quando há indicação, o laser é utilizado em tratamentos voltados à renovação da pele e ao estímulo à produção de colágeno, ajudando a melhorar aspectos como textura e qualidade da pele ao redor dos olhos.

"Hoje, quando planejamos uma cirurgia palpebral, não pensamos apenas na retirada do excesso de pele ou na correção das bolsas. Avaliamos a região como um todo, incluindo a qualidade da pele e a forma como aquele tecido passará pelo processo de recuperação. Isso permite individualizar o tratamento e associar diferentes recursos de acordo com a necessidade de cada paciente", destaca Gabriela.

Após o procedimento, outros recursos também podem ser incorporados aos cuidados. É o caso do drug delivery, técnica utilizada para favorecer a absorção de ativos pela pele, de acordo com as necessidades de cada paciente e com o protocolo definido pela médica.

Tecnologia não significa recuperação imediata

Apesar dos avanços, a especialista alerta para uma expectativa comum entre pacientes: a ideia de que novas tecnologias poderiam eliminar completamente o pós-operatório.

A cirurgia das pálpebras continua sendo um procedimento cirúrgico e a recuperação varia de acordo com fatores como idade, condições da pele, anatomia da região e características individuais de cada pessoa.

"Existe uma expectativa de que a tecnologia possa eliminar completamente o pós-operatório, mas continuamos falando de um procedimento cirúrgico. O diferencial é termos recursos que podem contribuir para tornar esse processo mais favorável e cuidar também da qualidade do tecido, sempre com indicação adequada", afirma Gabriela.

Para a médica, diante do crescimento da procura pela cirurgia, informação e avaliação individualizada ganham ainda mais importância. Mais do que buscar uma recuperação cada vez mais rápida, é preciso entender que cada organismo responde de uma forma e que o resultado envolve indicação adequada, planejamento e respeito ao processo de cicatrização.

Sobre a Dra. Gabriela Câmara

Gabriela Câmara é médica oftalmologista especialista em cirurgia plástica ocular, vias lacrimais e estética periocular, com atendimento em Ribeirão Preto e Matão (SP). É formada em Medicina e possui especialização em Oftalmologia pela Unicamp, com foco em plástica ocular. Atua em cirurgias das pálpebras, tratamentos com laser de CO₂, saúde das vias lacrimais e procedimentos estéticos minimamente invasivos.

Website: https://www.instagram.com/dragabrielacamara/

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