Ativistas pedem proibição de patrocínios relacionados ao tabaco na Fórmula 1
Com o aumento da sua popularidade, a Fórmula 1 passou a ser acompanhada por milhões de jovens e crianças ao redor do mundo. Para 162 grupos antitabagistas e de saúde, a categoria deveria proibir acordos de patrocínio com empresas de tabaco, que impulsionam o consumo de nicotina. A reivindicação foi feita por meio de cartas enviadas à detentora dos direitos comerciais do esporte e a seus parceiros.
A Phillip Morris International (PM.N) e a British American Tobacco (BATS.L) são patrocinadoras da Scuderia Ferrari e McLaren na Fórmula 1, respectivamente, com suas marcas de sachês de nicotina Zyn e Velo. Segundo os grupos de campanha, as parcerias conflitam com o objetivo da categoria de expandir seu público jovem.
Em dezembro, a Ferrari ampliou sua parceria com a Zyn. De forma que o acordo passou a incluir corridas adicionais e a marca estampada na pintura dos carros. Enquanto isso, a marca Velo, da BAT, pode ser encontrada em todos os eventos da Fórmula 1, incluindo os macacões dos pilotos e os carros, com uma pintura especial para o Grande Prêmio de Abu Dhabi de 2025.
"Ao patrocinar equipes de Fórmula 1, as empresas de tabaco buscam atingir o mesmo público jovem que a F1 se esforçou para atrair", escreveram as organizações Tobacco-Free Kids e a American Lung Association em cartas vistas pela Reuters.
"A Fórmula 1 não deve ser cúmplice desses esforços", afirmou a carta endereçada à detentora dos direitos comerciais, a Formula One Group. Os ativistas também enviaram cartas a parceiros da categoria, como Disney e Lego, solicitando a proibição de patrocínios de sachês de nicotina.
Em resposta às preocupações com o público jovem do esporte, a Formula One Group afirmou que cumpre todas as leis aplicáveis. Enquanto a McLaren afirmou que as atividades digitais da BAT são restritas a maiores de idade. Já a Scuderia Ferrari não respondeu ao contato.
A Formula One Group, as equipes de F1 e os demais parceiros da F1 não responderam imediatamente aos pedidos de comentários sobre as cartas enviadas nesta quarta-feira (4). E, em resposta às cartas, a PMI e a BAT afirmaram que seu marketing tem como alvo adultos maiores de 28 anos. Um porta-voz da PMI também disse que as reclamações dos ativistas eram "cansativas e preguiçosas".
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