Ataques de Israel matam oito pessoas em Gaza e Cisjordânia
Ataques aéreos de Israel deixaram oito mortos, sendo cinco na Faixa de Gaza e três na Cisjordânia, apesar do cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos. Entre os mortos na Cisjordânia estão um integrante do Hamas e dois cúmplices alvejados em Jenin. Em Gaza, os bombardeios atingiram Khan Younis e a Cidade de Gaza. A ofensiva evidencia a fragilidade da trégua e a continuidade das operações militares israelenses, que seguem deixando vítimas mesmo após o acordo de paz.
De acordo com exército israelense, três das vítimas eram ligadas ao Hamas. Ofensiva ocorre em meio a acordo de cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos.Ataques aéreos de Israel mataram cinco pessoas em Gaza e três na Cisjordânia na sexta-feira (28/08), mesmo com o cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos ainda em vigor.
Entre os mortos na Cisjordânia estão um membro do Hamas e dois cúmplices, informaram Forças de Defesa de Israel (FDI), de acordo com a agência de notícias Reuters.
O Hamas confirmou que o homem que Israel identificou como Qais Bitawi era um de seus membros. O grupo islâmico condenou o ataque aéreo, que teve como alvo um carro na região de Jenin, no norte da Cisjordânia, segundo informaram as forças armadas israelenses e equipes médicas.
A Cisjordânia tem registrado um aumento nos ataques de colonos israelenses militantes contra palestinos, bem como em incursões militares em cidades palestinas. O norte da Cisjordânia, onde fica Jenin, foi palco de um grande ataque israelense no ano passado, que, segundo as forças armadas, tinha como objetivo atingir redutos de militantes palestinos. No entanto, ataques deste tipo na região são mais raros.
Em comunicado, as forças armadas afirmaram que Bitawi estava envolvido na coordenação, no financiamento e na execução de ataques contra civis e forças de segurança israelenses. Segundo o comunicado, ele mantinha laços com membros do Hamas em Gaza, onde o grupo está sediado, e também no exterior.
O Hamas coordenou a ofensiva terrorista de 7 de Outubro de 2023, que provocou a morte de mais de mil pessoas em Israel.
O serviço de ambulâncias do Crescente Vermelho da Palestina informou que tropas terrestres israelenses invadiram o local com drones, detiveram brevemente os paramédicos e os impediram de transportar os feridos ou mortos para o hospital.
As operações de Israel em 2025 no norte da Cisjordânia forçaram milhares de palestinos a abandonar suas casas, com as forças israelenses desocupando campos de refugiados e mantendo, em algumas cidades da Cisjordânia, sua presença mais prolongada em décadas.
A Human Rights Watch acusou Israel de crimes de guerra e crimes contra a humanidade em relação ao que considerou expulsões forçadas. Israel nega ter cometido tais crimes.
Três mortos em Gaza
Em Gaza, os ataques de Israel vitimaram cinco pessoas, informaram autoridades de saúde locais. Dois irmãos e outro parente morreram em um ataque à casa da família nos arredores de Khan Younis, segundo autoridades do Hospital Nasser. As Forças de Defesa de Israel afirmaram não ter conhecimento de um ataque em Khan Younis.
Já de acordo com autoridades do Hospital Shifa, dois ataques israelenses distintos mataram uma pessoa cada na cidade de Gaza. As Forças Armadas de Israel confirmaram ter atacado duas áreas distintas na cidade, sem dar mais detalhes.
As cinco mortes são as mais recentes em Gaza desde que um acordo de cessar-fogo, firmado em outubro, tentou pôr fim a uma guerra de mais de dois anos entre Israel e o Hamas. Embora os combates mais intensos tenham diminuído, as forças israelenses têm realizado repetidos ataques aéreos, matando pelo menos 1.303 palestinos, segundo autoridades de saúde em Gaza.
Dados oficiais israelenses mostram que pelo menos 48 israelenses - civis e soldados - morreram em ataques palestinos ou durante operações militares israelenses no mesmo período.
Fcl (Reuters, AP, AFP)
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