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Apenadas de Guaíba produzem bolsas e calçados em projeto de reinserção social

Parceria com indústria calçadista oferece capacitação, renda e redução de pena para mulheres privadas de liberdade no RS

11 ago 2025 - 10h54
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Desde o dia 1º de agosto, 20 mulheres da Penitenciária Estadual Feminina de Guaíba (PEFG) participam do projeto Mãos que Reconstroem, iniciativa que une capacitação profissional e oportunidade de trabalho no sistema prisional. A ação é fruto de um termo de cooperação firmado entre o governo do Estado e a Indústria de Calçados e Bolsas Guaíba, terceirizada da Beira Rio Calçados, e busca ampliar as alternativas de ocupação e renda para mulheres privadas de liberdade.

Foto: Arthur Plácido/Ascom SSPS / Porto Alegre 24 horas

As participantes receberam treinamento para confeccionar bolsas e realizar acabamentos de calçados em couro. Além de um salário equivalente a 75% do mínimo, elas têm direito à remição de um dia de pena a cada três trabalhados. A diretora da unidade, Fernanda Kersting, destaca que muitas das apenadas nunca haviam trabalhado antes e que a mudança na rotina, de longas horas em cela para uma jornada de 8 horas produtivas, tem gerado motivação e novos planos para o futuro.

Para o secretário de Sistemas Penal e Socioeducativo, Jorge Pozzobom, o projeto representa uma oportunidade real de transformação. "Não se trata apenas de ocupar o tempo, mas de ressignificar vidas, revelar habilidades e abrir portas para um recomeço", afirmou.

O trabalho já desperta interesse de expansão: o proprietário da empresa, Jeferson Silveira, pretende ampliar a produção para que até 75 detentas participem, com uma nova sala de treinamento já pronta para receber outras 20 mulheres. Atualmente, há 18 apenadas na fila aguardando uma vaga na oficina.

Além de contribuir para a reinserção social, o conhecimento adquirido poderá garantir colocação no mercado após o cumprimento da pena, seja na própria indústria parceira ou em outras empresas do setor.

Hoje, na PEFG, 120 das 468 apenadas realizam algum tipo de atividade, sendo 23 remuneradas e 97 em funções voluntárias, como cozinha e limpeza. Em todo o Rio Grande do Sul, 30% dos 50 mil apenados em diferentes regimes já estão inseridos em trabalhos internos ou externos, totalizando mais de 15 mil pessoas no primeiro semestre de 2025.

Porto Alegre 24 horas
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