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Alta do petróleo assusta mercado após tensão no Estreito de Ormuz

14 jul 2026 - 15h09
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A Alta do petróleo assustou o mercado após tensão no Estreito de Ormuz nesta terça-feira. O preço do barril de petróleo registrou forte valorização e atingiu o seu maior patamar em quase um mês. O resultado foi impulsionado pelo temor de um colapso no Estreito de Ormuz.

Petróleo dispara no Estreito de Ormuz
Petróleo dispara no Estreito de Ormuz
Foto: Canva / Perfil Brasil

Alta do petróleo no Estreito de Ormuz eleva barril do Brent a US$ 87

Por volta das 9h39 , o barril do petróleo Brent, referência internacional, subia 4,33%, negociado a US$ 86,91. Paralelamente, o West Texas Intermediate (WTI), baliza para o mercado norte-americano, avançava 3,17%, cotado a US$ 80,62. Com esse movimento, ambas as cotações recuperaram os níveis registrados em meados de junho. Com isso, anularam o alívio temporário que se seguiu à assinatura do memorando de entendimento entre Washington e Teerã no mês passado.

  • Brent (Referência Global): US$ 87,03 (Alta de 4,48% no pico do dia)

  • WTI (Referência EUA): US$ 80,84 (Alta de 3,46% no pico do dia)

O estopim para a alta dos preços do petróleo foi a decisão do governo do presidente Donald Trump de restabelecer o bloqueio naval ao Irã. A medida descumpre o acordo preliminar costurado em junho e retoma as hostilidades de forma direta. Sob outra perspectiva, a Casa Branca surpreendeu os operadores ao sugerir a cobrança de uma taxa de 20% sobre as embarcações que cruzam a região sob o argumento de custear a proteção militar aos navios mercantes.

A reação do governo iraniano foi imediata e violenta. Mísseis disparados pelas forças de Teerã atingiram dois navios-tanque dos Emirados Árabes Unidos na última semana, provocando a morte de um tripulante e deixando outros oito feridos. Diante do perigo iminente na hidrovia, o fluxo de petroleiros no Estreito de Ormuz despencou para o menor patamar em dois meses.

Paralelamente, os analistas do setor de energia do banco ANZ alertam que a persistência das hostilidades deve sustentar o barril de petróleo flutuando na faixa de US$ 85 a US$ 90 nas próximas semanas, anulando as projeções anteriores de queda.

O fantasma da inflação assombra o Federal Reserve e divide bolsas globais

A alta do preço do petróleo acendeu o sinal de alerta em Washington. A alta das commodities energéticas impacta diretamente os custos de transporte e refino, ameaçando a trajetória de queda dos índices de preços ao consumidor nos Estados Unidos. Portanto, o mercado teme que o Federal Reserve (o Banco Central Americano) se sinta pressionado a manter os juros elevados por mais tempo. Em suma, podem ocorrer novos aumentos para frear o avanço inflacionário.

Enquanto os contratos futuros do Dow Jones recuam em meio aos temores de juros e custos de energia elevados, o setor de tecnologia sustenta o índice futuro da Nasdaq em alta de 0,5%. Tudo isso, em meio a espera pela divulgação dos dados oficiais de inflação de junho.

Perfil Brasil
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