Alecrim: veja benefícios para o corpo, como consumir e cultivar em casa
A erva, que reúne compostos antioxidantes capazes auxiliar no funcionamento do organismo, pode entrar em chás e temperos e ainda exige poucos cuidados no cultivo
Além de tempero, o alecrim oferece ações antioxidantes, anti-inflamatórias e benefícios cognitivos e cardiovasculares. Seu uso culinário pede moderação diária de até 4g da erva seca ou 12g da fresca, limitando chás a duas xícaras e evitando a ingestão de óleo essencial. Fácil de cultivar em casa, a planta necessita apenas de solo bem drenado e de quatro a seis horas de sol por dia, com regas feitas somente quando a terra secar. Preparações concentradas exigem orientação médica.
O alecrim, originário da região do Mediterrâneo, é conhecido principalmente como tempero, mas suas possibilidades vão além da cozinha. Isso porque a erva reúne compostos bioativos que pesquisadores estudam por Isso porque a erva reúne compostos bioativos estudados por seus possíveis efeitos no organismo, principalmente em áreas como inflamação, memória e saúde cardiovascular.
Quais são os benefícios do alecrim?
De acordo com especialista, o perfil do alecrim inclui diferentes polifenóis, entre eles os ácidos rosmarínico, carnósico e ursólico. Esses componentes apresentam ações antioxidantes e anti-inflamatórias e também despertam interesse pelo possível papel de proteção do sistema nervoso.
"Também contém óleos essenciais, como o 1,8-cineol, α-pineno, cânfora e borneol, que proporcionam efeitos respiratórios, antimicrobianos e cognitivos. Os compostos explicam por que o alecrim é utilizado na gastronomia, na fitoterapia, na aromaterapia e em formulações tópicas para dores musculares ou problemas de circulação", apontou o nutricionista Raúl Sandro Murray em entrevista ao 'La Nación'.
Em relação ao sistema nervoso e à memória, o uso tradicional da erva também aparece associado ao relaxamento e ao sono, embora essas aplicações não substituam tratamentos médicos quando há algum problema de saúde. Na área cardiovascular, contudo, as evidências ainda exigem cautela. "No campo cardiovascular, os dados ainda são limitados, mas interessantes", afirmou Murray.
"Alguns estudos relataram melhorias nos níveis de lipídios e glicemia após a suplementação com alecrim, como em uma pesquisa de pequeno porte com pacientes diabéticos que consumiram 3 gramas por dia. Outra pesquisa recente, no qual os participantes tomaram uma infusão diária de alecrim durante 45 dias, observou uma redução da pressão arterial em pessoas hipertensas", explicou.
Como cultivar alecrim em casa?
Com esses benefícios e o poder de perfumar a casa, o alecrim é uma boa opção para quem gosta de cultivar ervas. Nesse caso, então, a luminosidade é um dos pontos mais importantes. Deve-se reservar para a planta um espaço que receba de quatro a seis horas diárias de sol, seja em uma área externa ou próximo a uma janela com boa incidência de luz.
Ademais, o solo merece atenção. O ideal é que tenha boa drenagem e não acumule água ao redor das raízes. Uma mistura leve, com terra vegetal e materiais que facilitem o escoamento, costuma funcionar bem. Na hora de regar, observe primeiro a umidade do substrato. Acrescente água apenas quando a camada mais superficial já estiver seca. Em muitos casos, duas ou três regas por semana são suficientes, mas a frequência pode variar conforme o clima.
Nos vasos, a saída da água merece atenção: prefira recipientes com aberturas inferiores que facilitem o escoamento. Além disso, podas ocasionais ajudam a estimular novos ramos e mantêm a planta mais compacta. Com a erva crescendo em casa, fica mais fácil aproveitar os ramos frescos na rotina e incluir o alecrim em diferentes preparações.
Como consumir no dia a dia?
Uma das formas mais simples é usar as folhas frescas ou secas como tempero em carnes, legumes, molhos e outras preparações. A erva também pode entrar em infusões Segundo Murray, o consumo diário de alecrim seco como tempero não deve ultrapassar cerca de quatro gramas. Para as folhas frescas, a referência citada pelo especialista varia entre três e 12 gramas ao dia.
No caso do chá, a moderação também importa. "A infusão não deve exceder duas xícaras por dia, e é importante destacar que o óleo essencial de alecrim não é adequado para consumo alimentar", alertou.
Suplementos, extratos e preparações concentradas exigem atenção maior, especialmente para pessoas que usam medicamentos ou convivem com alguma condição de saúde. Nesses casos, a orientação profissional ajuda a evitar interações e excessos.
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