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A lição de Erika Januza: quando o término ensina que o amor dado nunca é um erro

O rompimento público da atriz com Arlindinho levanta uma reflexão necessária sobre a dor da quebra de acordos, a responsabilidade emocional e a importância de não tomar para si a falha do outro

30 jul 2026 - 14h46
(atualizado às 15h19)
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O fim de uma história de amor raramente se resume à dor do ponto final. Ele traz consigo um espelho do que vivemos, do que toleramos e do valor que atribuímos à nossa própria entrega. Quando um relacionamento chega ao fim, abrem-se caminhos para um doloroso, porém transformador, processo de autoconhecimento. Cada pessoa que atravessa a nossa trajetória deixa marcas, lições sobre nossos limites inegociáveis e lembretes sobre quem somos quando nos oferecemos por inteiro a alguém.

A lição de Erika Januza: quando o término ensina que o amor nunca é um erro
A lição de Erika Januza: quando o término ensina que o amor nunca é um erro
Foto: Reprodução / Instagram / Perfil Brasil

O tema ganhou forte repercussão com a exposição pública do término da atriz Erika Januza com o sambista Arlindinho. Ao abordar a separação durante sua participação no programa Saia Justa, do GNT, a artista abriu mão do silêncio protocolar para compartilhar uma reflexão sincera sobre vulnerabilidade, o rompimento de expectativas e a dor do desrespeito. Seu relato serviu de acolhimento para milhares de pessoas que já se viram diante da ruptura abrupta de um vínculo construído sobre o afeto. Ao refletir sobre os desdobramentos do término, a atriz ressaltou a importância de encarar a dor sem assumir o fardo da responsabilidade pelo erro alheio: "Nessa semana, minha vida virou um caos, não por obra minha, mas talvez por obra da minha sensibilidade de acreditar no amor, porque a responsabilidade do que eu estou sentindo agora e de tudo que aconteceu não é minha."

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O amor e a  armadilha da culpa feminina

Um dos aspectos mais marcantes na dor das separações — especialmente para as mulheres — é a tendência imediata de buscar dentro de si a causa para a falha do outro. Questionamentos como "o que eu poderia ter feito de diferente?" surgem quase como um reflexo automático. Desconstruir essa dinâmica é uma das maiores lições que um término pode deixar: entender que o comportamento do outro diz respeito a ele, e não à nossa suficiência ou valor.

Erika deu voz a esse sentimento compartilhado por tantas pessoas ao reforçar que amar de forma genuína nunca deve ser motivo de arrependimento, mesmo quando o resultado não é o esperado:

"Eu entreguei tudo de bom que eu tinha para entregar, e não me arrependo. Não me arrependo de ter compartilhado momentos felizes e de ter vivido, porque eu amei. E eu posso dizer que eu amo, eu não sou uma pessoa que ama de forma falsa. Aí depois vem aquele momento 'o que eu fiz de errado? O problema tá comigo?', porque a mulher está sempre achando que o problema é com ela."

A maturidade emocional em um término envolve reconhecer que a profundidade com que nos dedicamos a alguém reflete o nosso caráter, não o de quem não soube honrar essa entrega. Por isso, cada relacionamento que se encerra deixa o aprendizado de que ser verdadeiro é uma virtude que nos pertence. Também ensina que o fim de um acordo não invalida o afeto que foi vivido até ali. Assim, seguimos mais leves e prontas para o próximo amor.

Perfil Brasil
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