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11 de setembro de 2001: a história por trás da foto da mulher coberta de poeira

Ícone da tragédia ao ser fotografada coberta por detritos do World Trade Center, Marcy Borders enfrentou trauma, vício e doença nos anos seguintes ao ataque

11 set 2026 - 15h39
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Resumo
Sobrevivente do 11 de Setembro, Marcy Borders ficou mundialmente conhecida pela foto de Stan Honda em que aparece coberta de poeira após escapar da Torre Norte. A tragédia causou-lhe severos traumas psicológicos, marcados por depressão e dependência química. Após um longo período de recuperação, foi diagnosticada com câncer de estômago em 2014 e faleceu em 2015, engrossando as estatísticas de milhares de pessoas adoecidas pela inalação dos detritos tóxicos dos atentados em Nova York.

Parece que foi ontem. Impressionante como, 25 anos depois, as imagens que rodaram o mundo no dia 11 de setembro de 2001 ainda parecem cenas de cinema. Um ataque sem precedentes chocou a humanidade.

11 de setembro de 2001: a história por trás da foto da mulher coberta de poeira
11 de setembro de 2001: a história por trás da foto da mulher coberta de poeira
Foto: Getty Images / Perfil Brasil

No momento em que o mundo acompanhava as imagens do ataque ao World Trade Center em Nova York, a assistente jurídica Marcy Borders enfrentava uma corrida desesperada pela sobrevivência. Contratada havia apenas um mês pelo Bank of America, a profissional de 28 anos iniciou a descida pelas escadas de emergência a partir do 81º andar da Torre Norte, logo após a colisão do primeiro avião pilotado por integrantes da al-Qaeda. Ela levou cerca de uma hora para alcançar a rua, acreditando ter superado o perigo, pouco antes de a estrutura vizinha ruir completamente.

11 de setembro de 2001: a história por trás da foto da mulher coberta de poeira

A queda da Torre Sul gerou uma densa nuvem de detritos e fuligem que encobriu milhares de civis nas imediações do complexo financeiro. Derrubada pelo impacto do colapso, a norte-americana foi resgatada por um desconhecido e acolhida no saguão de um edifício próximo. No local, o fotógrafo Stan Honda, a serviço da agência de notícias AFP, registrou a imagem da sobrevivente coberta da cabeça aos pés por uma camada cinzenta de concreto em pó. A fotografia tornou-se um dos registros visuais mais marcantes do evento que alterou os rumos do século XXI.

O impacto psicológico do episódio provocou desdobramentos profundos na rotina da jovem. Abalada por quadros severos de depressão, pânico e episódios recorrentes de pesadelos com o líder terrorista Osama bin Laden, a sobrevivente afastou-se do mercado de trabalho e enfrentou dificuldades financeiras para custear tratamentos especializados. Sobre a extensão dos danos emocionais, a própria sobrevivente declarou em entrevista ao New York Post: "Era como se minha alma tivesse sido derrubada com as torres".

A luta contra a dependência e o diagnóstico de saúde

A deterioração da qualidade de vida levou a norte-americana a um período de dependência química e abuso de substâncias. O processo de reabilitação começou a apresentar resultados após um longo período de internação e terapia, impulsionado também pela notícia da morte de Osama bin Laden em maio de 2011. Contudo, em meados de agosto de 2014, a mulher recebeu o diagnóstico de um câncer no estômago, enfrentando novas complicações devido à ausência de cobertura por planos privados de saúde.

Até o seu falecimento em agosto de 2015, ela manteve a convicção de que a enfermidade fora desencadeada pela inalação de poeira tóxica no epicentro das explosões em Manhattan. Embora não exista comprovação médica individualizada sobre o caso, dados estatísticos oficiais do World Trade Center Health Program registraram dezenas de milhares de diagnósticos de câncer associados à exposição aos resíduos dos atentados entre civis e socorristas que atuaram na região.

Perfil Brasil
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