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Fazendeiros atacam indígenas Guarani-Kaiowa em Mato Grosso do Sul

O Ministério dos Povos Indígenas disse que cinco das 10 pessoas feridas foram levadas a um hospital para serem tratadas dos ferimentos

5 ago 2024 - 11h25
(atualizado às 18h16)
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Foto: MPI/Divulgação

Homens armados, apoiados por fazendeiros em caminhões e tratores, atacaram indígenas que reivindicam terras no Estado de Mato Grosso do Sul no fim de semana, ferindo 11 deles, informaram autoridades governamentais e um grupo de direitos indígenas.

O Ministério dos Povos Indígenas disse que cinco das 10 pessoas feridas no sábado foram levadas a um hospital para serem tratadas de ferimentos causados por tiros e balas de borracha como resultado do primeiro ataque em Douradina.

"Os indígenas Guarani-Kaiowá realizam retomadas na Terra Indígena (TI) Panambi-Lagoa Rica", disse o ministério em um comunicado, culpando a violência pela situação jurídica incerta em torno das reivindicações de terras indígenas no país.

Na noite de domingo, os fazendeiros romperam uma corda colocada pelo grupo indígena para demarcar a terra que reivindicam e atearam fogo em suas barracas, segundo a polícia.

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Pelo menos uma pessoa foi ferida por uma bala de borracha no incidente de domingo, disse o Conselho Missionário Indígena, um grupo de direitos ligado à Igreja Católica. O Conselho disse que a polícia não conseguiu deter os fazendeiros.

À medida que a fronteira agrícola do Brasil avançou em direção à Amazônia, principalmente para cultivo de soja ou criação de gado, as disputas por terras reivindicadas pelos povos indígenas se multiplicaram.

Conflitos violentos por terra se tornaram mais frequentes com o debate em andamento sobre o movimento para limitar as reivindicações indígenas de terras ancestrais em um Congresso conservador apoiado pelo poderoso lobby do agronegócio.

Os parlamentares propuseram uma emenda à constituição para limitar as reivindicações de terras àquelas que eram habitadas por comunidades indígenas até 1988, apesar de o Supremo Tribunal Federal (STF) ter decidido que o estabelecimento de tal marco temporal é inconstitucional.

O ministério disse em comunicado o que "a instabilidade gerada pelo marco temporal para terras indígenas tem como consequência não só a incerteza jurídica sobre as definições territoriais que afetam os povos indígenas, mas abre ocasião para atos de violência que têm os indígenas como as principais vítimas."

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