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Ataque a tiros em boate LGBT+ em Oslo deixa dois mortos e vários feridos

Incidente acontece na véspera da parada anual do Orgulho LGBT da capital norueguesa; um suspeito foi preso

25 jun 2022 - 07h52
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Imagem mostra equipes de emergência do lado de fora do London Pub, no centro de Oslo, onde o ataque a tiros aconteceu na noite desta sexta-feira, 24
Imagem mostra equipes de emergência do lado de fora do London Pub, no centro de Oslo, onde o ataque a tiros aconteceu na noite desta sexta-feira, 24
Foto: Javad Parsa/NTB / Reuters

Ao menos duas pessoas morreram e 21 ficaram feridas em um ataque a tiros em um bar LGBT+ no centro de Oslo, capital da Noruega, na noite desta sexta-feira, 24. Segundo a polícia norueguesa, um suspeito de 42 anos foi preso. O homem, de origem iraniana, é conhecido dos serviços de inteligência internos, também encarregados do antiterrorismo, informou a polícia de Oslo. Acredita-se que ele agiu sozinho.

"Ele é suspeito de homicídio, tentativa de homicídio e também ato terrorista", disse o policial, Christian Hatlo, em entrevista coletiva.

A cena do crime se espalhou do London Pub, uma boate LGBT+ popular no centro da cidade, até um clube vizinho e uma rua próxima, onde o suspeito foi detido minutos depois dos disparos.

"Eu vi um homem chegar com uma bolsa, ele pegou uma arma e começou a atirar", relatou o jornalista da NRK Olav Roenneberg ao site de notícias da emissora.

Diversas equipes policiais e médicas se dirigiram ao local minutos depois. Helicópteros também começaram a sobrevoar o centro da cidade. O Hospital Universitário de Oslo entrou em alerta vermelho após o incidente.

O ataque acontece na véspera da parada anual do Orgulho LGBT da capital norueguesa, prevista para este sábado, 25. Há anos, o London Pub é um local onde as festas de celebração LGBT+ acontecem.

A Noruega tem algumas das leis de maior proteção a LGBTs da Europa. No início deste ano, a lei que descriminalizou as relações entre homens do mesmo sexo completou 50 anos.

O primeiro-ministro Jonas Gahr Store aproveitou a data para se desculpou formalmente pelo tratamento homofóbico dado no passado à comunidade. "Peço desculpas pelo fato de as autoridades norueguesas terem transmitido, por meio de legislação e também de uma série de outras práticas discriminatórias, que o amor gay não era aceitável", disse ele.

Ataques a tiros são relativamente raros na Europa Ocidental, mas há 11 anos um norueguês matou 77 pessoas ao detonar uma bomba do lado de fora do gabinete do primeiro-ministro e abrir fogo em um acampamento de verão para jovens, organizado pelo Partido Trabalhista, de esquerda. Desde então, os legisladores noruegueses proibiram armas semiautomáticas, o tipo de arma de fogo usado no ataque. /AFP, REUTERS, W.P.

Estadão
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