PUBLICIDADE

Agentes da PRF sofrem emboscada e membro da Funai é baleado em terra indígena no Pará

Servidor da Funai foi alvejado no tornozelo e transferido para um hospital em Marabá

5 dez 2023 - 13h25
(atualizado às 16h03)
Compartilhar
Exibir comentários
Viatura da PRF foi atingida por tiros
Viatura da PRF foi atingida por tiros
Foto: Divulgação

Agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) foram vítimas de emboscada durante deslocamento na Terra Indígena Apyterewa, no estado do Pará, na noite de segunda-feira, 4. Dois veículos foram atingidos por múltiplos disparos de arma de fogo e um servidor da Funai ficou ferido. 

Segundo a PRF, os policiais rodoviários federais não se feriram. No entanto, um dos servidores da Funai foi alvejado no tornozelo e transferido para um hospital em Marabá (PA), após chegada de reforço no local da emboscada. Os criminosos fugiram.

Em nota, o Governo Federal, representado pela Secretaria Geral da Presidência e Ministério dos Povos Indigenas, manifestou sua solidariedade ao servidor baleado. "O governo acompanha o trabalho das autoridades responsáveis pela devida investigação e pelo cumprimento da lei para que ocorra justiça. A Funai está dando todo o apoio para que o servidor se recupere prontamente e tenha sua saúde restabelecida", diz o posicionamento. 

Iniciada no dia 2 de outubro e com prazo de até 90 dias, a operação de Desintrusão na Terra Indígena (TI) Apyterewa avança no cumprimento da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) e da Justiça Federal de Redenção, que determinaram a retirada dos invasores da TI.

A operação é coordenada pela Presidência da República e conta com a participação de órgãos como Funai, PRF, Polícia Federal (PF), Força Nacional, dentre outros.

Além do processo de Desintrusão, o Ibama intensificou suas ações de combate ao desmatamento na Apyterewa, desde 2019. A destruição de floresta nativa e o impedimento de sua regeneração são os crimes preponderantes. A derrubada da vegetação é realizada, primordialmente, para formação de pastagens e a floresta fica impedida de se regenerar, uma vez estabelecida a pecuária bovina.

A abertura clandestina de estradas e construção de pontes também têm sido alvo da fiscalização ao longo dos últimos anos. No início de 2023, a Associação de invasores Vale do Cedro foi multada por desmatamento e impedimento de regeneração da floresta, em função da implantação da Vila Renascer, principal ocupação irregular que se estabeleceu na TI.

Em 2023, antes de se iniciar a operação da Desintrusão, o Ibama realizou três operações de combate ao desmatamento na Apyterewa, totalizando em torno de 60 ações fiscalizatórias e mais de R$ 10 milhões em multas.

A ministra dos Povos Indígenas, Sonia Guajajara, está em Dubai e falou em entrevista à TV Liberal, filiada da Globo no Pará, sobre a operação. “Nossa equipe segue lá. O que estamos fazendo é combatendo uma atividade ilegal, precisamos retirar os invasores ilegais, porque os territórios indígenas são usufruto exclusivo dos indígenas conforme a constituição federal”, afirmou.

Fonte: Redação Terra
Compartilhar
Publicidade
Publicidade