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A importância da audiodescrição nas plataformas de streaming

Quais esforços estão sendo feitos para oferecer mais recursos de acessibilidade?

3 jul 2022 - 05h00
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Recurso não só contempla pessoas com deficiência visual, mas pessoas com déficit de atenção, idosos, pessoas que com TEA (Transtorno do Espectro Autista), etc
Recurso não só contempla pessoas com deficiência visual, mas pessoas com déficit de atenção, idosos, pessoas que com TEA (Transtorno do Espectro Autista), etc
Foto: iSTock

As plataformas de streaming foram conquistando cada vez mais espaço, novos usuários e também foram se sofisticando com o passar dos anos. Hoje, além de oferecerem catálogos bem variados, a concorrência também aumentou consideravelmente.

Essa ascensão ofereceu mais possibilidades de acesso a um vasto conteúdo audiovisual e vem estimulando a produção de filmes, séries, documentários, musicais, lives, entre outros. Mas, quais esforços estão sendo feitos para oferecer mais recursos de acessibilidade, como a audiodescrição, legendas e janelas de libras, por exemplo?

Quando falamos de audiodescrição, estamos falando de um recurso importantíssimo de acessibilidade comunicacional, que tem o objetivo de descrever tudo o que está se passando na tela. Esse recurso não só contempla pessoas com deficiência visual, mas pessoas com déficit de atenção, idosos, pessoas que com TEA (Transtorno do Espectro Autista), etc. Por isso, a audiodescrição é fundamental para garantir a inclusão e a acessibilidade.

Isso também revela a necessidade de contratações de pessoas com deficiência nessas produções, seja na atuação ou na equipe técnica. O fato é que há pouquíssimas oportunidades também no mercado audiovisual, o que pode limitar ainda mais o debate e comprometer a qualidade do serviço, pois a audiodescrição deve ser feita por profissionais capacitados, que reconheçam a importância e a complexidade do recurso em questão.

Apesar de haver, desde 2014, a obrigatoriedade da audiodescrição para produções audiovisuais que tenham sido financiadas com recursos públicos, por determinação da Agência Nacional do Cinema (ANCINE), e também uma lei (14.009/2020) que torna obrigatória a adaptação em salas de cinema, o que vemos na prática ainda é muito pouco.

Muitas plataformas já oferecem esse recurso em alguns títulos, porém, ainda temos um longo caminho a ser percorrido. É necessário diversificar os conteúdos, ampliar a divulgação, levar mais informações ao público, estimular as produções acessíveis, garantindo o nosso direito e possibilitando a livre escolha de conteúdo, como qualquer outro consumidor, que paga pelo mesmo serviço. 

 

Fonte: Redação Nós
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