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Casa Branca nega ter pressionado Fujimori para renunciar

Terça, 19 de setembro de 2000, 06h13min
Os EUA anunciaram ontem que só exercerão pressão sobre o presidente peruano, Alberto Fujimori, no âmbito da Organização dos Estados Americanos (OEA). O porta-voz da Casa Branca, Joe Lockhart, negou que o país tenha pressionado diretamente Fujimori para que renunciasse após a divulgação de uma fita de vídeo em que o chefe do Serviço de Inteligência Nacional (SIN), Vladimiro Montesinos, aparece subornando o deputado oposicionista Alberto Kouri.

O diário The New York Times divulgou a notícia, citando autoridades do Departamento de Estado. "Creio que o correto é dizer que a OEA trabalhou com os EUA, em sua condição de Estado membro, depois das eleições irregulares deste ano, para impulsionar a plena democratização do Peru", disse Lockhart.

"Na medida em que esse esforço teve êxito, a decisão anunciada por Fujimori agrada-nos", acrescentou. Lockhart não quis comentar a suposta ligação de Montesinos com a Agência Central de Inteligência (CIA) nos anos 70, denunciada pela imprensa peruana.

Os EUA encabeçaram este ano a pressão internacional para exigir de Fujimori a realização de eleições livres, mas a iniciativa suscitou pouco entusiasmo em países vizinhos do Peru. Após o segundo turno, em maio - marcado por denúncias de fraude ampla - , a Casa Branca adotou posição mais pragmática.

Manteve o chamado à democratização e, ao mesmo tempo, dispôs-se a trabalhar com o governo na luta antidrogas.

Durante uma visita da secretária de Estado, Madeleine Albright, a vários países sul-americanos, em agosto, ela não fez escala em Lima, gesto interpretado como sinal de que os EUA queriam manter distância de Fujimori.

Albright reuniu-se com ele, contudo, durante a Cúpula do Milênio, no início do mês, em Nova York.

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O Estado de S. Paulo

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