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Morrer faz parte: como os roguelikes viraram o gênero favorito de quem não desiste

Com Saros chegando ao PS5 em abril, o PlayStation Plus reúne uma seleção que mostra por que a morte nunca foi tão divertida

6 abr 2026 - 09h09
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Saros
Saros
Foto: Divulgação

Tem uma ironia bonita no coração dos roguelikes: o gênero que pune mais do que qualquer outro é também o que mais prende. Você morre, recomeça, morre de novo, e mesmo assim não consegue largar o controle. Não é masoquismo. É a promessa de que dessa vez vai ser diferente, de que o conhecimento que você carrega da última run vai fazer a diferença agora.

Essa promessa existe desde 1980, quando Rogue apareceu nos primeiros computadores com seus gráficos de texto e mapas que nunca se repetiam. Por décadas o estilo ficou em um nicho de RPGs táticos e densos, frequentado por um grupo de jogadores que gostava exatamente da complexidade que afastava todo mundo. Então chegaram Spelunky e The Binding of Isaac, e tudo mudou.

Esses títulos provaram que a estrutura de repetição e morte permanente podia ser aplicada a plataformas, shooters e jogos de cartas. Saiu dos menus complicados e entrou na ação imediata. O jogador passou a carregar melhorias e aprendizados entre as partidas, e de repente qualquer pessoa conseguia entender a proposta em minutos, mesmo que levasse horas pra dominar.

O salto final dessa evolução tem nome e endereço: Returnal, exclusivo PlayStation que no início da geração atual mostrou que roguelikes podiam ter narrativa cinematográfica, gráficos de última geração e um loop de gameplay tão viciante quanto qualquer indie do gênero. O caminho estava aberto.

Saros: o próximo capítulo dessa história

Em 30 de abril, a Housemarque, o mesmo estúdio por trás de Returnal, lança Saros exclusivamente para PS5. O jogo aposta em ação intensa, gráficos de alta qualidade e mundos procedurais onde cada morte não apenas reinicia a jornada, mas altera ativamente o cenário e abre novas possibilidades de melhoria de habilidades. A ideia é que nenhuma run seja exatamente igual à anterior, e que cada derrota entregue algo concreto pro jogador levar pra próxima tentativa.

É o gênero em sua forma mais evoluída, nas mãos de quem já provou que sabe fazer isso com excelência.

Enquanto Saros não chega: o PlayStation Plus tem muito a oferecer

Pra quem quer entrar no universo dos roguelikes agora ou revisitar clássicos do gênero, o PlayStation Plus tem uma seleção que cobre desde o topo da cadeia até experiências mais nichadas e criativas.

Returnal é o ponto de partida obrigatório. No papel de Selene, você enfrenta um loop temporal num planeta alienígena hostil, com combate frenético em terceira pessoa e uma atmosfera psicológica que pesa do começo ao fim. É o roguelike AAA em sua forma mais ambiciosa, e ainda impressiona visualmente mesmo depois de alguns anos de mercado.

Risk of Rain 2 vai na direção oposta em termos de tom, mas entrega um caos cooperativo que é difícil de encontrar em outro lugar. Aqui, o tempo é o verdadeiro inimigo: quanto mais você demora, mais os inimigos escalam em poder. A lógica força decisões rápidas e acúmulo estratégico de itens, criando partidas que raramente terminam do jeito que você planejou.

West of Dead é a surpresa do catálogo. Com estética de histórias em quadrinhos, ambientação no Velho Oeste e a voz inconfundível de Ron Perlman como narrador, o jogo leva o jogador pra um Purgatório estilizado onde cobertura tática e precisão nos duelos fazem toda a diferença. É um roguelike que parece um graphic novel em movimento, e funciona muito bem nessa proposta.

Rogue Lords fecha a seleção com uma abordagem que poucos títulos do gênero tentaram: você joga como o próprio Diabo, gerenciando uma equipe de vilões lendários em combates por turnos. O diferencial que o coloca numa categoria própria é a mecânica de "trapacear" na interface do jogo, manipulando diretamente os elementos da tela pra virar o resultado a seu favor. É criativo, subversivo e exatamente o tipo de ideia que só funciona bem quando executada com cuidado.

A lógica que não muda

Estilos visuais diferentes, perspectivas de câmera diferentes, mecânicas distintas. Mas todos esses jogos compartilham a mesma verdade que faz o gênero funcionar há mais de quatro décadas: a morte não é o fim. É o reinício. É a chance de aplicar tudo que você aprendeu na tentativa anterior e chegar um pouco mais longe dessa vez.

Saros chega em 30 de abril para PS5 prometendo ser o próximo grande capítulo dessa história. Pra saber mais e garantir sua pré-venda, acesse a PlayStation Store.

Fonte: Game On
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