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Jogamos: Rainbow Six Extraction traz ação coop de alta qualidade

Game combina agentes de Siege com trama de invasão alienígena - e acredite, funciona!

7 jan 2022 12h02
| atualizado em 9/1/2022 às 09h00
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Jogamos: Rainbow Six Extraction traz ação intensa; assista:

Rainbow Six Extraction é um jogo que me despertava muita curiosidade antes de ser revelado oficialmente pela Ubisoft, mas quando foi revelado para valer, acabou me desapontando e ficando em segundo plano diante de outros jogos mais atraentes. Os trailers, a ambientação, os trajes amarelos... não sei explicar, mas nada parecia convincente o bastante. Tudo isso mudou após finalmente colocar as mãos no novo game da Ubisoft Montreal.

Explico: Quando ainda era um projeto misterioso, intitulado Quarentine, o jogo parecia envolver algum tipo de ação tática em meio a uma pandemia de grande escala, com elementos de apocalipse zumbi - estes temas passavam longe do estilo sisudo da franquia. Mesmo The Division, outra série sob o selo "Tom Clancy", era relativamente pé no chão ao abordar os efeitos de uma epidemia no mundo moderno.

O inimigo agora é outro: Team Rainbow luta contra alienígenas em Extraction
O inimigo agora é outro: Team Rainbow luta contra alienígenas em Extraction
Foto: Ubisoft / Divulgação

Quarentine era um jogo "pré-2020", quando quarentenas, pandemias e lockdowns ainda estavam mais próximas da ficção do que da realidade. Quando finalmente foi mostrado ao público na E3 de 2021, o jogo já se chamava Extraction e era bem diferente do que eu imaginava: um jogo de tiro tático e cooperativo em que agentes de uma força-tarefa internacional lutavam contra... invasores alienígenas? Mutantes que respiraram mofo espacial por mais tempo do que deveriam? O trailer da E3 não me impressionou - na verdade, teve o efeito contrário.

Quando finalmente coloquei as mãos no jogo em um evento remoto, organizado pela Ubisoft no final do ano, não foi com a maior das empolgações. Mas após passar algumas boas horas explorando suas missões, agentes e mecânicas, posso afirmar que Extraction mudou completamente minha opinião e mal posso esperar para jogar a versão final quando ela for lançada em 20 de janeiro.

Ação tática de primeira

Rainbow Six Extraction exige coordenação e trabalho em equipe
Rainbow Six Extraction exige coordenação e trabalho em equipe
Foto: Ubisoft / Divulgação

O próprio título é muito mais apropriado: neste novo Rainbow Six, os jogadores atuam como um trio de Operadores que precisam entrar em zonas isoladas e infestadas por alienígenas, completar missões perigosas e escapar com vida, geralmente tirando alguém - ou alguma coisa - lá de dentro com eles.

A trama acontece em um futuro próximo, mas bem depois dos eventos atuais representados nas partidas competitivas de Rainbow Six Siege. Terroristas são uma ameaça menor quando um parasita extraterrestre chega ao nosso mundo e é com estes invasores que os agentes de elite do Team Rainbow precisam lidar.

O jogo é dividido em diferentes cenários, do confinamento das áreas urbanas até paisagens abertas no deserto dos EUA, entre outros destinos. Novas áreas são desbloqueadas conforme o jogador ganha experiência e sobe de nível ao completar missões.

Cada missão consiste em três objetivos, que podem envolver tarefas como escoltar um inimigo poderoso até a zona de extração para fins de pesquisa, destruir seus ninhos adormecidos plantando explosivos sem chamar a atenção das criaturas ou resgatar uma vítima aprisionada em uma área infestada de mutantes ferozes. Ao completar cada objetivo, o grupo descobre qual é o próximo e fica mais perto da vitória... mas também pode optar por retornar para a base e preservar sua vida.

Essa escolha é uma constante do jogo e dá uma dimensão nova para Extraction, parecida com a vista no modo Zumbi dos últimos Call of Duty, mas com apostas bem mais altas: a saúde, munição e mesmo as habilidades dos agentes não são recursos infinitos e chegar ao último objetivo sem chances de vencer é um risco real, pois ao ser abatido pelos alienígenas, o agente controlado pelo jogador é perdido temporariamente. Mesmo se ele voltar para a base bastante injuriado, o jogador não poderá utilizar aquele operador tão cedo - é preciso esperar que ele se recupere.

O sistema de recuperação e de "desaparecidos em combate" é central para o jogo, pois faz com que o jogador valorize a vida do seu agente favorito e tenha medo de arriscar mais do que deveria para cumprir um objetivo.

Rostos conhecidos, novos inimigos

Rainbow Six Extraction chega em 20 de janeiro
Rainbow Six Extraction chega em 20 de janeiro
Foto: Ubisoft / Divulgação

Há muitos agentes disponíveis. No teste, todos os doze personagens eram rostos conhecidos de Rainbow Six Siege, inclusive com as mesmas habilidades e "estilos de jogo", mas a versão final de Extraction deverá ter alguns rostos novos. Bolar o melhor time de operadores possível para cada missão - sem saber exatamente quais objetivos serão "sorteados" - é quase como jogar na loteria. Eu e meu grupo acabavamos pensando nas melhores combinações táticas para cobrir todas as bases (alguém ser bom em curar, outro capaz de fornecer blindagem e alguém furtivo para caçar os inimigos, por exemplo).

As habilidades e equipamentos dos agentes Rainbow são incríveis e realmente úteis, ainda mais quando os jogadores atuam em conjunto, se comunicando constantemente e evitando conflitos desnecessários. Porém, o inimigo também é extremamente capacitado e tem baixa tolerância aos erros humanos - como ficou claro nas primeiras rodadas que jogamos. Qualquer descuido pode transformar uma infiltração silenciosa em uma carnificina com tiros, explosões, nuvens de veneno e personagens sendo engolidos por fungos esfomeados.

Tudo nas zonas de extração é inimigo dos agentes, desde o mofo negro que se espalha por toda a superfície, tornando corridas impossíveis e caminhadas tensas com um barulho nojento e nervoso acompanhando cada passo, até os vários tipos de mutantes: alguns explodem com a proximidade, outros caçam os humanos e alertam seus colegas pelos corredores. Outros, ainda piores, eliminam as vítimas que os agentes foram resgatar se notarem qualquer sinal de invasores.

Um novo Rainbow Six

As missões de Extraction combinam elementos de sucesso de várias outras franquias: a ação tática e o planejamento de Siege, a paranóia e a sensação de risco-recompensa da Zona Cega de The Division, as histórias emergentes dos melhores multiplayer recentes, como Back 4 Blood e até certo ponto, o gerenciamento de danos e a ambientação de XCOM, tudo isso para criar um novo Rainbow Six.

Resta saber se a campanha cooperativa e, principalmente, o "end game" chamado Protocolo Maelstron, com zonas muito maiores, mais objetivos e claro, desafios ainda maiores, vão ser o bastante para manter uma base de jogadores engajada. Extraction é um daqueles games que devem ser jogados em grupo, de preferência com amigos, então a importância de manter a comunidade ativa é ainda maior.

Ainda há dúvidas? Talvez. Mas a qualidade do jogo apresentado pela Ubisoft Montreal fez meu interesse por Extraction ir de "próximo de zero" até "mal posso esperar para jogar a versão final". E para mim isso é um bom indicador do potencial do game.

Rainbow Six Extraction chega em 20 de janeiro para PC, PlayStation 4, PlayStation 5, Xbox One e Xbox Series X/S.

Fonte: Game On
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