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Jogos indies na BGS 2026: o que vale ficar de olho

Confira os jogos independentes que merecem uma visita durante a feira neste fim de semana

9 out 2026 - 07h54
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Jogos indies na BGS 2026: o que vale ficar de olho
Jogos indies na BGS 2026: o que vale ficar de olho
Foto: Reprodução/Mad Mushroom

De aventuras inspiradas na história do Brasil a roguelites, shooters retrô e experiências cooperativas, confira os jogos independentes que merecem uma visita durante a feira

A Brasil Game Show não é feita apenas de grandes estandes, filas enormes e jogos que já chegam à feira carregando milhões de fãs. Uma das partes mais interessantes do evento está justamente nos espaços menores, onde desenvolvedores independentes apresentam projetos que ainda estão tentando conquistar seu espaço.

Na BGS 2026, essa diversidade aparece novamente em uma seleção que reúne jogos brasileiros e estrangeiros de diferentes gêneros. São projetos que vão de RPGs inspirados na história do país a shooters com estética retrô, passando por roguelites, estratégia e experiências multiplayer.

E, em meio a tantos títulos disponíveis para testar, alguns merecem atenção especial.

Hell Clock: Guerra Maldita

Começamos por um dos indies brasileiros que mais chamam atenção. Desenvolvido pela Rogue Snail, Hell Clock foi lançado no ano passado para PC (e mais recentemente nos consoles) e transforma um dos episódios mais violentos da história brasileira em uma aventura de ação com elementos roguelite.

O jogo coloca o jogador no sertão nordestino durante a Guerra de Canudos, acompanhando Pajeú, um dos combatentes do conflito. A proposta combina ação rápida, exploração e progressão característica dos roguelites com uma ambientação inspirada em um período pouco explorado pelos videogames.

É justamente essa mistura que faz Hell Clock merecer uma parada na BGS. Não é apenas mais um roguelite: é um jogo que tenta transformar um acontecimento histórico brasileiro em uma experiência de videogame.

Tupi: The Legend of Arariboia

Outro brasileiro que merece entrar no roteiro é Tupi: The Legend of Arariboia. O jogo mistura RPG tático, roguelite e captura de criaturas, colocando o jogador em uma aventura inspirada na história e nas culturas indígenas brasileiras.

A premissa já chama atenção por fugir do cenário medieval europeu ou da fantasia tradicional que domina boa parte dos RPGs independentes.

Além disso, Tupi utiliza elementos da cultura brasileira para construir seu mundo, personagens e criaturas. É uma tentativa de transformar referências nacionais em mecânicas e sistemas de jogo, e não apenas em elementos decorativos.

O título já possui uma demo pública, o que permite conhecer parte da experiência antes mesmo de visitar a BGS. Ainda assim, vale conferir a versão apresentada na feira para descobrir como o projeto está evoluindo.

Shroom and Gloom

Se a ideia for encontrar algo mais estranho, Shroom and Gloom certamente merece uma chance. O jogo mistura construção de baralho, roguelite e combate, tudo apresentado com uma estética que parece ter saído de um pesadelo psicodélico.

A proposta é simples de entender, mas difícil de dominar: montar combinações de cartas, enfrentar criaturas e tentar chegar cada vez mais longe em partidas que mudam a cada tentativa.

É o tipo de indie que pode passar despercebido em uma lista de grandes lançamentos, mas que ganha outra dimensão quando colocado nas mãos do jogador.

O título foi lançado em formato de Acesso Antecipado no dia 10 de setembro de 2026.

HYPERDROP: A Pachinko Roguelite

O nome já entrega boa parte da ideia. HYPERDROP pega uma máquina de pachinko e transforma sua lógica em um roguelite. O jogador precisa construir combinações, desbloquear melhorias e criar máquinas cada vez mais eficientes enquanto avança pelas partidas.

É uma premissa simples, mas suficientemente diferente para chamar atenção em uma feira repleta de jogos de ação.

O título também já possui uma demo pública, então quem quiser experimentar antes da BGS pode chegar ao evento sabendo exatamente se a mistura de pachinko e roguelite funciona para seu estilo.

Ou simplesmente descobrir tudo na hora, que também faz parte da graça.

Warhammer 40,000: Boltgun 2

Nem todo indie da BGS aposta em conceitos completamente novos. Às vezes, a grande ideia é simplesmente fazer muito bem aquilo que os jogos antigos faziam.

É o caso de Warhammer 40,000: Boltgun 2, da Auroch Digital, que combina o universo de Warhammer 40,000 com a estética e a velocidade dos shooters clássicos dos anos 1990.

Armas enormes, inimigos grotescos, muita velocidade e uma apresentação que parece saída diretamente da era de Doom e Quake.

O jogo já possui uma demo pública no Steam e chega oficialmente em 14 de outubro, apenas dois dias depois do encerramento da BGS.

Stronghold 4

Para quem prefere estratégia a tiros, Stronghold 4 é um dos jogos que merece entrar no radar. A série é conhecida por misturar construção e administração de fortalezas com batalhas em tempo real, e o novo capítulo busca levar essa fórmula para uma nova geração.

Em uma feira dominada por jogos de ação, Stronghold 4 pode ser justamente aquele título que proporciona uma experiência diferente.

Além disso, o jogo já possui uma demo pública, permitindo que o visitante chegue à BGS com uma noção da proposta.

Se você gosta de construir seu castelo antes de mandar o exército destruir o do vizinho, vale reservar alguns minutos para ele.

Virtue and a Sledgehammer

Outro jogo da Devolver Digital que merece atenção é Virtue and a Sledgehammer.

A proposta combina ação, humor e uma estética bastante peculiar, seguindo aquela tradição da Devolver de apostar em projetos que dificilmente seriam confundidos com qualquer outro jogo do mercado.

O título também possui uma demo pública e está previsto para chegar ao mercado em 27 de outubro.

PoPaPom: A Tale of Dreams and Monsters

Se você pretende visitar a BGS acompanhado de amigos, PoPaPom: A Tale of Dreams and Monsters merece uma atenção especial.

O jogo é um roguelite de arena com cooperação local para até quatro jogadores, apostando em uma estética de pixel art e em partidas rápidas.

É exatamente o tipo de experiência que combina com uma feira de games: quatro pessoas sentadas lado a lado, cada uma tentando sobreviver enquanto a tela fica progressivamente mais caótica.

E existe algo de muito interessante nesse tipo de jogo. Em vez de simplesmente assistir a uma apresentação ou trailer, você consegue perceber imediatamente se a experiência funciona quando está dividindo a partida com outras pessoas.

Quarantine Zone: Miami Zero

Outro título que vale procurar é o jogo/expansão Quarantine Zone: Miami Zero. O jogo chama atenção pela ambientação e pela proposta de sobrevivência em uma Miami tomada por uma situação de quarentena.

A premissa permite explorar uma atmosfera bastante diferente daquela encontrada nos tradicionais jogos de ação e terror, colocando o jogador diante de um cenário urbano que mistura tensão, sobrevivência e gerenciamento.

É um daqueles títulos que talvez não estejam entre os mais comentados antes da feira, mas que podem surpreender justamente por oferecer uma experiência diferente.

Fonte: Game On
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