Zelda convoca as tropas para defender o reino em Hyrule Warriors: Age of Imprisonment
A princesa Zelda une forças com vários heróis para proteger o reino de Hyrule
Ainda que o último título, Tears of the Kingdom, tenha sido lançado em 2023, a série The Legend of Zelda já conta com uma boa presença no início de vida do Switch 2.
Após versões melhoradas dos dois últimos títulos da série principal, agora é a vez do terceiro capítulo da franquia derivada Hyrule Warriors aparecer no console atual da Nintendo em um título que, como é de costume do sub-gênero "musou", envolve doses cavalares de lutas contra ondas e mais ondas de inimigos, mas que também desta vez ajuda a compor a trama de fundo que estava originalmente presente, em sua maior parte, em citações e flashbacks em Tears of the Kingdom.
A batalha contra Ganon e a repetição
Hyrule Warriors: Age of Imprisonment se concentra sobre o fato de que engatilha a história de The Legend of Zelda: Tears of the Kingdom. Resumidamente, Zelda e Link exploram ruinas quando são surpreendidos por uma poderosa força maligna que os separa. Zelda acaba fazendo uma longa viagem no tempo que a leva para época da fundação do reino de Hyrule. Lá ela conhece Rauru e Sonia, os monarcas fundadores do reino, que por sua vez já pressentem o perigo iminente da presença de Ganon. O novo rei do povo Gerudo não tarda a trair sua propria tribo, e através de táticas sujas, conquista um enorme poder e parte para dominar Hyrule.
Cabe então a Rauru e Zelda convocar os guerreiros leais ao reino, além de conquistar a confiança dos guerreiros Goron, Zora e Arás para reunir forças para fazer frente aos poderosos demônios e criaturas de Ganon.
Produzido pela Koei, Hyrule Warriors: Age of Imprisonment segue a mecânica de jogo "Musou" (de Sangokumusou, título japonês dos games Dynasty Warriors), em que no melhor estilo "exército de um homem só", o herói controlado pelo jogador tem que varrer ondas de soldados inimigos via combinações de golpes fracos e fortes que resultam em combos e magias poderosos. Hyrule Warriors, por sua vez, adiciona o tempero da série Zelda a essa fórmula, colocando (além dos personagens) vários itens e recursos típicos de seu universo para incrementar as batalhas. Zelda, por exemplo, tem o poder de parar o tempo por um curto período, de modo a aumentar o poder devastador de suas magias.
Embora Hyrule Warriors: Age of Imprisonment execute tudo isso muito bem, e mesmo ciente de que não há como evitar a repetição inerente da fórmula "Musou", a Koei buscou incluir vários recursos para criar variações ao seu jogo. Age of Imprisonment coloca de dois a quatro heróis à disposição do jogador durante as fases, e além de poder trocar livremente entre eles, agora é possível acionar poderosos golpes em dupla, que podem ser usados em situações difícieis ou para quebrar a defesa de chefes.
Os artefatos Zonai, como bombas, lança-chamas e foguetes (já presentes em Tears of the Kingdom), podem ser combinados para arrebentar dezenas de inimigos de uma vez. O jogador também pode usá-los contra inimigos e chefes baseados em elementos (um lança-chamas contra inimigos de gelo, por exemplo) de forma a aumentar bastante o dano contra eles.
Uma outra forma para quebrar a repetição foi a inclusão de fases onde o jogador assume o controle de Calamo e o Golem misterioso que voam contra esquadras inimigas em fases de tiro com rolagem automática. São etapas rápidas e com um ritmo que lembra alguns momentos de Star Fox e fases aéreas de Bayonetta.
Às armas, guerreiros
Ao contrário de Hyrule Warriors: Age of Calamity, lançado em 2020 para Switch, jogo marcado por vários problemas técnicos, Age of Imprisonment tem um desempenho excelente, rodando na casa dos 60 fps, não importando a intensidade da ação e a quantidade de inimigos e explosões na tela. Assim, executar os combos tem a melhor resposta possível. Para aqueles interessados na lore de The Legend of Zelda, Age of Imprisonment é especialmente rico em cenas que detalham fatos que originalmente foram apenas citados em flashbacks em The Legend of Zelda: Tears of the Kingdom.
Por falar nesse jogo, suas áreas celestiais e subterrâneas também estão presentes em Age of Imprisonment na forma de missões paralelas que premiam o jogador com muitos recursos que podem ser usados para aumentar atributos das armas, concedendo bônus ofensivos, além de novos golpes e melhorias para os personagens. Conforme se avança na campanha principal, o mapa de Hyrule também vai se abrindo e revela fases mais curtas que desbloqueiam guerreiros secretos adicionais.
Considerações
Se as batalhas à la Dynasty Warriors forem do seu gosto, não há do que que reclamar em Hyrule Warriors: Age of Imprisonment, pois a Koei, ainda que não tenha mexido na fórmula, incluiu várias atualizações para ao menos amenizar a repetitividade inerente à mecânica de jogo. Para além das batalhas, o universo Zelda foi mais uma vez bem representado, com gráficos, trilha sonora e design que respeitam os títulos recentes da série principal.
Infelizmente, porém, ao contrário do que tem sido tendência dos últimos games Nintendo, Hyrule Warriors: Age of Imprisonment não conta com textos em português do Brasil, ao contrário inclusive de The Legend of Zelda: Breath of the Wild e Tears of the Kingdom, que receberam esse suporte recentemente.
Hyrule Warriors: Age of Imprisonment está disponível para Switch 2.
Esta análise foi feita com uma cópia do jogo gentilmente cedida pela Nintendo.
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