Justiça mantém bloqueio de empréstimo de R$ 150 milhões solicitado pelo Vasco
Decisão aponta necessidade de auditoria antes da liberação do novo financiamento e levanta dúvidas sobre as projeções financeiras do clube
A Justiça do Rio de Janeiro manteve a suspensão do empréstimo de R$ 150 milhões solicitado pelo Vasco. A juíza Simone Gastesi Chevrand condicionou a liberação dos recursos à entrega de um relatório de auditoria e a esclarecimentos sobre divergências nas projeções financeiras do clube. Outro ponto de alerta foi a origem do montante, ligado a um grupo empresarial interessado na compra da SAF vascaína. Com isso, o dinheiro segue bloqueado até nova avaliação judicial.
O Vasco terá que esperar mais um pouco para ter acesso ao empréstimo de R$ 150 milhões solicitado pelo clube. A Justiça do Rio de Janeiro decidiu manter, nesta sexta-feira (21), a restrição que impede a liberação dos recursos neste momento.
A decisão foi tomada pela juíza Simone Gastesi Chevrand, que considerou necessária a apresentação de um relatório de auditoria antes de autorizar o novo financiamento DIP, modalidade de crédito utilizada durante processos de recuperação judicial.
As informações foram divulgadas pelo ge, em reportagem assinada pelo jornalista Bruno Murito.
Justiça quer esclarecimentos sobre números do Vasco
Um dos principais pontos de atenção na decisão está relacionado às projeções financeiras apresentadas pelo Vasco.
Segundo a análise da Justiça, existem diferenças entre estimativas utilizadas anteriormente pelo clube e os números que agora servem de justificativa para a contratação do novo empréstimo. Por isso, a magistrada entende que é necessário obter uma avaliação mais detalhada da situação financeira antes de permitir a liberação do dinheiro.
Na prática, o clube precisará apresentar elementos que esclareçam a necessidade do novo financiamento e deem maior segurança à operação.
Origem do dinheiro também preocupa
Outro aspecto destacado pela Justiça envolve a origem dos recursos.
Parte do dinheiro já obtido pelo Vasco e o novo financiamento pretendido têm ligação com o mesmo grupo empresarial que apresentou uma proposta vinculante para adquirir participação na SAF do clube.
A coincidência foi apontada como um fator que exige atenção adicional no processo, principalmente diante das negociações envolvendo o futuro da Sociedade Anônima do Futebol vascaína.
Por enquanto, portanto, os R$ 150 milhões continuam sem liberação. A Justiça deverá aguardar o relatório de auditoria e os esclarecimentos necessários antes de avaliar novamente a autorização para o financiamento.
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