Investigado, David, do Vasco, entrega passaporte à polícia
Atacante é suspeito de participação em organização criminosa, tráfico interestadual de drogas e armas e lavagem de dinheiro
O atacante David, do Vasco, entregou seu passaporte à polícia após a Justiça impor medidas cautelares, proibindo-o de deixar o país e de contatar outros investigados. Ele virou réu no Espírito Santo por suspeita de financiar o tráfico de drogas e integrar organização criminosa, fruto da Operação A Tropa, que apura uma tentativa de homicídio e o elo com outros atletas e empresários. David nega envolvimento, não foi condenado e pode ter a prisão decretada caso descumpra as determinações.
Justiça impõe medidas cautelares ao jogador
Entre as determinações judiciais, David não pode deixar o território nacional sem autorização prévia e também está proibido de manter contato com outros investigados e testemunhas. Além disso, o atacante deverá comparecer periodicamente à Justiça para cumprir as obrigações estabelecidas.
A Polícia Civil advertiu que o descumprimento injustificado das medidas poderá levar à decretação da prisão preventiva, desde que a Justiça determine a medida. A decisão, portanto, não significa que o jogador esteja preso ou tenha recebido uma condenação.
O caso ganhou novos desdobramentos depois que o Ministério Público do Espírito Santo denunciou o atacante por suspeita de financiamento ao tráfico de drogas e participação em organização criminosa. A Justiça recebeu a denúncia, o que tornou David réu no processo. Entretanto, o recebimento da acusação não representa uma condenação.
Investigação começou após apuração de tentativa de homicídio
A Operação A Tropa teve origem em investigações sobre uma tentativa de homicídio registrada em 2024, no município de Serra, no Espírito Santo. Durante a apuração, os policiais encontraram conversas entre David e pessoas investigadas por envolvimento com atividades criminosas.
Em agosto deste ano, inclusive, agentes cumpriram mandados de busca e apreensão na residência do atacante, localizada na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, e também no centro de treinamento do Vasco, em Vargem Grande. A operação ainda alcançou outros endereços em diferentes estados.
Na ocasião, David prestou depoimento e negou qualquer envolvimento com o tráfico de drogas e armas. A investigação também apura a possível participação de outros atletas profissionais e empresários nas atividades do grupo.
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