Ucrânia denuncia tentativa de reduzir sua visibilidade nas Paralimpíadas
Comitê de Kiev declarou que está sofrendo 'pressão sistêmica'
A Ucrânia lançou críticas contra o Comitê Paralímpico Internacional (IPC) e os organizadores das Paralimpíadas de Inverno de Milão e Cortina d'Ampezzo, na Itália, alegando sofrer "pressão sistêmica" para reduzir sua visibilidade no megaevento esportivo.
O Comitê Paralímpico Ucraniano listou quatro acusações específicas, denunciando ações contra seus atletas e a tentativa "sistemática" de remover bandeiras do país, inclusive nas arquibancadas das provas.
Os responsáveis pelas Paralimpíadas divulgaram um comunicado, aprovado pelo IPC, reafirmando "seu compromisso em garantir um ambiente respeitoso e acolhedor" para todos, "incluindo atletas e espectadores".
Em relação às acusações da delegação ucraniana, o comitê organizador lembrou que "as regras e os procedimentos em vigor durante os Jogos visam proteger esse ambiente e são aplicados igualmente a todas as delegações".
Paralelamente, a Alemanha protestou contra Moscou durante cerimônias de entrega de medalhas de atletas russos nos Jogos Paralímpicos de Milão-Cortina. A esquiadora de cross-country Linn Kazmaier e seu guia, Florian Baumann, viraram-se de lado durante a execução do hino do país, mantiveram seus chapéus e recusaram-se a tirar a tradicional selfie dos medalhistas em seguida.
Já a esquiadora e biatleta Simona Bubenickova, da República Tcheca, e seu guia também não tiraram os chapéus durante a execução do hino nacional da Rússia, que faturou ouro na prova feminina de 10 quilômetros de esqui cross-country. .