Rival de João Fonseca faz 'cera' com cadarço e desperta ira de adversários no tênis
Rafael Jódar polemizou no Masters 1000 de Cincinnati após repetidas paralisações em seu duelo contra Denis Shapovalov
A vitória de Rafael Jódar sobre Denis Shapovalov na segunda rodada do Masters 1000 de Cincinnati, no último sábado, 15, gerou polêmica. O tenista espanhol irritou seu adversário por conta de suas constantes paralisações durante o duelo.
Em quadra, Jódar precisou de 2h56 para derrotar Shapovalov por 2 sets a 1, com parciais de 7/5, 4/6 e 7/5. Em um confronto difícil, o número 11 do mundo precisou reverter um 5/1 no placar no terceiro set para sair com a vitória.
Porém, foi no momento de desvantagem que as paralisações polêmicas surgiram. O espanhol precisou parar para resolver problemas nos calçados. Houve pausas para trocar cadarços rompidos e ajustar as palmilhas, o que irritou o adversário.
Assim, ao fim da partida, depois do aperto de mãos, Shapovalov foi tirar satisfação em quadra. O tenista se mostrou bastante incomodado com a situação após a eliminação no Masters 1000 de Cincinnati.
Lo único que comentaré sobre el tema Jodar / Zapatillas / Mancovalov es lo siguiente.
Los defensores de Jodar vamos a tener que pegarnos con mucha gente por Twitter, cosa que va a molar. pic.twitter.com/Xh0XRZQqgr
— Iván Sánchez (@WTAIvan) August 16, 2026
Questionado sobre o assunto, o tenista espanhol afirmou que a situação saiu do controle e garantiu que tomará mais cuidado nos próximos jogos. "Não tinha como controlar. Meus cadarços arrebentaram e precisei resolver. Para evitar atraso, vou entrar com mais pares prontos e material extra na próxima partida."
Esta não é a primeira vez que Rafael Jódar se envolve em polêmicas relacionadas a paralisações durante as partidas. Na final do ATP 500 de Washington, nos Estados Unidos, o espanhol interrompeu o jogo por cerca de quatro minutos no início do segundo set para trocar o cadarço do tênis.
Pouco depois, voltou a parar a partida, desta vez por menos tempo, antes de Fritz sacar para o game em 5 a 4, para receber atendimento devido a dores no punho após uma queda em quadra. Na ocasião, Fritz chegou a rir para sua equipe durante a paralisação.
No podcast New Balls Please, no início de agosto, Fernando Meligeni comentou os momentos de catimba do espanhol Rafael Jódar. A fala aconteceu após o episódio no ATP 500 de Washington.
"Concordo e acho demais. Flertar com o limite não é ser mau-caráter, flertar com o limite não é ser errado. Você quer, então, manda a turminha para o convento e comece a rezar e está tudo bem. Essa é a diferença: está na regra ou não está na regra", afirmou o ex-tenista.
"Eu acho que existe hoje uma hipocrisia muito grande, muito grande sobre o que é ser Dick Vigarista: é uma bola entrar e você fala que é fora. Uma bola bater na tua mão no futebol e você fala que não. Isso é Dick Vigarista. Ah, cera. Quem não faz cera? Me fala um time que não faz cera quando está ganhando de 1 a 0 e faltam 15 minutos. Ou jogador de vôlei que a bola bate na mão e vai fora e ele diz que não? Isso, para mim, é muito mais errado do que você flertar com o limite", completou Meligeni.
As polêmicas envolvendo os cadarços arrebentados também apareceram no duelo contra Brandon Nakashima, no Masters 1000 de Montreal, no Canadá, dias antes do episódio em Cincinnati. Durante o confronto, pela semifinal do torneio, o tenista espanhol precisou interromper a partida por conta de problemas com o calçado. No fim, Jodar foi eliminado pelo rival norte-americano.
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