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Diretor vê Aberto da Austrália de 2021 em risco

Dirigente admite temor com novos impactos da pandemia do novo coronavírus no calendário do torneio

6 mai 2020
13h54
atualizado às 14h06
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Único Grand Slam realizado na temporada de 2020, o Aberto da Austrália corre o risco de não ser disputado no próximo ano. Por causa da pandemia do novo coronavírus, que paralisou o calendário do tênis em março, Craig Tiley, diretor do torneio australiano, jogado na cidade de Melbourne, admitiu nesta quarta-feira que o surto global da covid-19 pode causar o adiamento ou até o cancelamento da competição, mesmo ela prevista para janeiro de 2021.

Rod Laver Arena, o palco principal do Aberto da Austrália de tênis
27/01/2019
REUTERS/Edgar Su
Rod Laver Arena, o palco principal do Aberto da Austrália de tênis 27/01/2019 REUTERS/Edgar Su
Foto: Reuters

O dirigente australiano detalhou o que o torneio vem pensando como possibilidade para a próxima edição do primeiro Grand Slam da temporada. Inclusive, fica clara a chance de a competição ter apenas a presença de público australiano nas arquibancadas.

"O tênis australiano está comprometido com a questão da covid-19. Na pior das hipóteses, não teríamos a realização do torneio. Na melhor, teríamos apenas público australiano e com jogadores que poderiam chegar aqui seguindo as recomendações de quarentena. Não descartamos a presença de torcedores de outros países, mas é um cenário que requer planejamento", revelou Craig Tiley.

O diretor do Aberto da Austrália disse ainda que ainda há cenários que têm que ser estudados da melhor forma. "Temos que analisar todos os cenários possíveis, pois muitas de nossas decisões ficarão fora do nosso controle, sendo relacionadas às medidas adotadas por governos. Precisamos ter todos os protocolos possíveis", concluiu.

Nesta temporada, dois Grand Slams já foram impactados pela pandemia do novo coronavírus. Roland Garros, em Paris, foi adiado de maio para setembro e Wimbledon, em Londres, teve sua edição de 2020 cancelada. A direção do US Open, em Nova York, previsto também para setembro, tomará uma decisão no próximo mês.

Estadão
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