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Surfe para pessoas com deficiência ajuda Santos a conquistar prêmio internacional de inclusão

Cidade foi reconhecida pela segunda vez pela World Surf Cities Network.

29 out 2026 - 17h43
(atualizado às 17h43)
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Resumo
A oferta de aulas gratuitas de surfe adaptado levou Santos a conquistar pela segunda vez o prêmio de Cidade Mais Inclusiva da World Surf Cities Network, em Portugal. O reconhecimento destaca o trabalho da Escola Pública de Surfe Adaptado e da pioneira Escola Radical de Surfe, ambas declaradas Patrimônio Cultural e Imaterial do município. As iniciativas municipais promovem saúde, autonomia e inclusão no mar para pessoas com deficiência e diferentes gerações, da infância à terceira idade.
Pranchas
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Foto: Divulgação / Esporte News Mundo

A oferta de aulas gratuitas de surfe para pessoas com deficiência está entre as iniciativas que levaram Santos (SP) a conquistar, pela segunda vez, o prêmio internacional de Cidade Mais Inclusiva da World Surf Cities Network (WSCN). O reconhecimento foi entregue em outubro de 2026, em Ericeira, Portugal, e destaca o trabalho das escolas públicas do município para ampliar o acesso ao mar.

Uma das principais frentes desse atendimento é a Escola Pública de Surfe Adaptado, inaugurada em 2020, no Posto de Salvamento 3, na Praia do Gonzaga. A unidade foi criada para atender pessoas com deficiência, oferecendo atividades e recursos adequados às necessidades de seus participantes.

O programa faz parte de uma estrutura municipal que também inclui a Escola Radical de Surfe, fundada em 1991, e que oferece aulas a diferentes gerações. A combinação dos dois projetos permitiu ao município desenvolver iniciativas voltadas tanto à inclusão de pessoas com deficiência quanto ao acesso ao esporte em diferentes fases da vida.

A prática do surfe pode apresentar barreiras para pessoas com deficiência quando não existem equipamentos, orientação profissional e condições adequadas de participação.

A Escola Pública de Surfe Adaptado busca reduzir essas dificuldades por meio de atividades organizadas conforme as necessidades dos alunos.

Cisco Araña, coordenador das escolas públicas de surfe de Santos e embaixador global da World Surf Cities Network, considera que o acesso ao esporte depende das oportunidades oferecidas à população.

"O surfe precisa ser uma possibilidade para todos, independentemente da idade ou das condições físicas. Quando oferecemos estrutura, orientação e oportunidades de participação, mostramos que o mar também pode ser um espaço de inclusão, autonomia e convivência", afirma.

O trabalho realizado no município já havia recebido reconhecimento internacional em 2023, quando Santos conquistou pela primeira vez o prêmio de Cidade Mais Inclusiva, durante um encontro da WSCN em Viana do Castelo, Portugal.

Naquela edição, as iniciativas de surfe adaptado e as aulas oferecidas a pessoas acima de 50 anos estiveram entre os aspectos destacados pela organização.

Projetos passaram a integrar o patrimônio cultural da cidade

Em janeiro de 2025, a Escola Pública de Surfe Adaptado e a Escola Radical de Surfe foram reconhecidas como Patrimônio Cultural e Imaterial de Santos.

A medida considerou a importância das atividades para a história esportiva e social do município e a continuidade dos programas públicos de acesso à modalidade.

A Escola Radical, localizada no Posto de Salvamento 2, na Praia da Pompeia, acumula mais de 50 mil participantes desde 1991. Atualmente, reúne mais de 500 alunos, com atendimento que inclui crianças, adultos e pessoas com mais de 80 anos.

Também em 2025, a unidade recebeu o Aloha Award, concedido pela International Surfing Therapy Organization (ISTO), entidade voltada à divulgação de iniciativas que relacionam surfe, saúde e bem-estar.

A conquista de 2026 foi recebida durante encontro internacional em Ericeira, Portugal, do qual participaram Cisco Araña e César Augusto Andrade, diretor de Marketing do CSC Group, da Blue Med Saúde, parceira das iniciativas.

Para Andrade, o resultado está relacionado à continuidade do trabalho de profissionais e instituições envolvidos nos projetos.

"Receber esse prêmio é uma valorização de toda a equipe que acredita no surfe como instrumento de transformação social. Mais do que ensinar uma modalidade esportiva, queremos criar oportunidades para que as pessoas desenvolvam confiança, independência e uma relação positiva com o mar", diz.

As escolas são desenvolvidas com participação da Prefeitura de Santos, por meio da Secretaria Municipal de Esportes (Semes), e de parceiros privados, incluindo a Blue Med Saúde.

A Escola Pública de Surfe Adaptado funciona no Posto de Salvamento 3, na Praia do Gonzaga, e integra a rede de atividades esportivas gratuitas oferecidas pelo município.

Esporte News Mundo
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