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Retrospectiva

Gabriel Medina é campeão mundial de surfe e faz história

Thiago Bernardes / FramePhoto

Em dia histórico para o surfe brasileiro em Pipeline, Gabriel Medina, 20 anos, consegue feito inédito com a taça da elite mundial. E ainda fica com o vice-campeonato do Pipe Masters com direito a um 10 na decisão

19 dez 2014
16h07
atualizado em 8/1/2015 às 19h38
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Gabriel Medina fez história nesta sexta-feira, no Havaí, e se tornou o primeiro brasileiro campeão mundial de surfe. Em Pipeline, ele garantiu o feito ao avançar às quartas de final e contar com a queda do rival australiano Mick Fanning na repescagem da quinta fase, diante do brasileiro Alejo Muniz, para coroar um ano mágico e escrever seu nome na história do esporte .

Na água à espera das quartas de final, Medina, 20 anos, parecia não acreditar no próprio feito. Primeiro, ele abraçou os compatriotas Filipe Toledo, Alejo Muniz, apontava para o alto e chorava. O padrasto dele, Charles, e uma multidão de brasileiros pulava na água e vibrava. A emoção era inacreditável. Os brasileiros no Twitter também festejaram. E muito!

"É o melhor dia da minha vida", disse o campeão, que deixou o line-up para comemorar na areia com a torcida. "Preciso ir surfar, mas eu realmente quero comemorar com minha mãe e meu pai. Esse era o meu objetivo e agora eu o alcancei, estou muito feliz."

Após sair do mar para comemorar e dar entrevistas, Gabriel Medina voltou para a água e venceu a bateria contra Filipe Toledo, garantindo um lugar nas semifinais da última etapa do Mundial. O brasileiro ainda chegou à decisão, resultado que lhe garantiria o título independente da queda de Fanning, mas foi derrotado pelo australiano Julian Wilson em uma bateria eletrizante com virada nos últimos minutos.

O dia de disputa de Medina foi cheio de emoção. Primeiro ele entrou na água e avançou na terceira bateria , vencendo o local Dusty Payne. Depois, conseguiu uma virada incrível diante de Filipe Toledo e foi às quartas de final .

Kelly Slater, um dos postulantes ao título, não conseguiu superar Alejo Muniz e foi eliminado logo de cara (ele já havia dado adeus às chances de título mundial com a classificação de Medina). No entanto, o australiano Mick Fanning ainda estava no páreo. Ele passou com dificuldade pela terceira eliminatória e sonhava.

Na quarta eliminatória, Fanning não conseguiu superar a concorrência e caiu para a repescagem. Enquanto isso, Medina seguia trilhando o caminho da glória e se garantiu nas quartas de final. Agora era só secar o rival australiano. E deu certo. O rival não conseguiu superar Alejo Muniz e viu a taça, inédita para o Brasil, cair no colo de Medina, que completa 21 anos na próxima segunda.

Mesmo campeão, Medina decidiu seguir adiante e passou pelo compatriota Filipe Toledo nas quartas de final. Perfeito e tático, o brasileiro conseguiu sem dificuldades bater o australiano Josh Kerr para avançar à decisão.

Na decisão, em uma disputa acirrada, Medina, recebeu um 10 em uma direita perfeita, mas perdeu por apenas 0,43 para o australiano Julian Wilson. O novo campeão mundial chegou a liderar por quase todos os 30 minutos da bateria, porém o rival conseguiu um tubo perfeito em Backdoor e levou 9.70 pontos, embora Gabriel tenha quase dado o troco a seguir com 9.20.

Campeão mundial, Medina ficou levemente frustrado por ter deixado escapar por tão pouca diferença a possibilidade de conquistar pela primeira vez um Pipe Masters. No entanto, o brasileiro conseguiu o maior troféu da temporada - o de campeão mundial.

Foto: Thiago Bernardes/ Frame
Foto: Thiago Bernardes/ Frame
Foto: Thiago Bernardes/ Frame
Foto: Thiago Bernardes/ Frame
Foto: Thiago Bernardes/ Frame

(Fotos: Thiago Bernardes/ Frame)

Fonte: Terra

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