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Semenyo diz que Gana precisa pressionar mais os árbitros da Copa do Mundo

26 jun 2026 - 22h33
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O atacante de Gana, Antoine Semenyo, ‌disse que sua equipe precisa "cercar o árbitro" com mais frequência, após um pedido de pênalti na partida contra a Inglaterra pela fase de grupos da Copa do Mundo não ser analisado pelo VAR.

Os Estrelas Negras empataram em 0 x 0 com os Três Leões no Grupo L e garantirão uma ⁠das duas primeiras colocações com uma vitória ou um empate contra a ‌Croácia no próximo sábado.

Eles estão em segundo lugar com quatro pontos, empatados com a Inglaterra, que possui saldo de gols superior, após o árbitro ‌Saíd Martínez não se comover com a entrada ‌por cima de Ezri Konsa em Prince Kwabena.

"Como jogadores, precisamos cercar ⁠o árbitro e reclamar. Dá para dizer algo assim", afirmou Semenyo.

"Acho que, como time, precisamos ser mais agressivos com os árbitros, seja ficando no chão por mais tempo como jogadores ou, obviamente, com os técnicos na linha lateral incomodando o quarto árbitro."

O técnico Carlos Queiroz, que está em sua quinta ‌Copa do Mundo, disse que essas situações colocam seus jogadores em posições difíceis.

"Quando ‌esses incidentes acontecem, eles ⁠vêm até mim — ⁠costumavam vir até mim — e dizem: 'Ah, seus jogadores nem protestaram'", disse Queiroz. "Mas, se protestarem, levam ⁠cartões amarelos. Então, não sabemos qual ‌posição devemos tomar."

Ele também expressou ‌frustração com a implementação do replay, dez anos após seu primeiro uso.

"Como o VAR surgiu em 2016, 2018 foi a primeira Copa do Mundo", disse. "Já se passaram dez anos. Não há desculpa, nem motivo ⁠para o VAR não ser melhor do que isso. Nenhuma desculpa. Portanto, é hora de as autoridades da Fifa revisarem o que vem acontecendo nos bastidores."

Uma vitória sobre a Croácia e um empate ou derrota da Inglaterra contra o Panamá colocariam Gana na ‌liderança do grupo. Terminar em segundo lugar significaria um retorno a Toronto, após o meia Thomas Partey ter sua entrada no Canadá negada pelas ⁠autoridades de imigração para jogar contra o Panamá. O ex-jogador do Arsenal responde a sete acusações de estupro e duas de agressão sexual no Reino Unido. Ele negou as alegações.

Queiroz sugeriu que a mídia exerça pressão sobre as autoridades canadenses.

"Acho que sua segunda pergunta deveria ser dirigida às autoridades de vistos do Canadá, não a mim", disse, sobre a possível situação de Partey para outra partida no Canadá. "Desafio vocês a dizerem que deveriam fazer essas perguntas."

"Vocês são a imprensa. São vocês que têm o poder de informar as pessoas e, provavelmente, influenciar a opinião pública, não nós. Esse não é o nosso trabalho. Nosso trabalho é respeitar as decisões e aceitar as decisões que foram tomadas."

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