Semana de Vela de Ilhabela reforça presença feminina na edição 2026
Evento registra aumento da participação feminina.
A presença feminina na vela oceânica vem crescendo de forma consistente e se consolida como um dos principais sinais de transformação da modalidade no Brasil. A Semana Internacional de Vela de Ilhabela Daycoval acompanha esse movimento e reforça seu caráter inclusivo ao reunir mulheres em diferentes funções, tanto nas tripulações quanto em posições de liderança, arbitragem, comissão de regatas e organização do evento.
Em 2024, a competição registrou um aumento de 30% na participação feminina em relação à edição anterior, evidenciando o avanço da representatividade no esporte. Para o diretor de regatas Cuca Sodré, essa evolução não aconteceu de forma abrupta, mas sim por meio de um processo contínuo.
"A participação feminina na vela oceânica, e especialmente na Semana Internacional de Vela de Ilhabela Daycoval, vem crescendo de forma gradual e consistente. Não houve um aumento repentino, mas uma evolução constante ao longo dos anos. Cada vez mais vemos mulheres integrando as tripulações e ocupando espaços importantes dentro dos barcos. O que realmente chama a atenção é o aumento da presença feminina nas tripulações de maneira geral, mostrando que as mulheres estão cada vez mais inseridas e protagonistas no esporte", destacou.
Nesta edição, um dos destaques é o retorno do veleiro Bora Bora, conhecido por já ter competido com uma tripulação 100% feminina. Além dele, diversas embarcações contam com presença feminina, como Ka Mua, Vela1, A Valente, Fuga III, Inaê I e o argentino Der Bekannte 2.
A velejadora Daniela Sanchez, integrante da tripulação do Bora Bora, destaca a transformação vivida ao longo das últimas décadas e a importância da criação de referências femininas na modalidade.
"Quando comecei a velejar, há cerca de 25 anos, não tínhamos tantas referências femininas na vela. Hoje a história está mudando, e isso é motivo de comemoração."
Ela também ressalta que a evolução não ocorre apenas dentro das embarcações, mas também na estrutura organizacional das competições.
"Outro ponto fundamental é a participação das mulheres na organização das competições, seja em júris, comissões de regata ou na gestão dos eventos. Essa representatividade também é muito importante."
Daniela cita exemplos de profissionais que contribuem para o fortalecimento da presença feminina no esporte.
"A Ann Viebig, por exemplo, realiza um trabalho extraordinário na organização da Semana de Vela de Ilhabela e dos campeonatos da Copa Mitsubishi. No ano passado, também tivemos a participação de uma oficial de regatas pré-internacional na Argentina (Marisa Ramos Delgada). Ainda existe espaço para avançar, mas os exemplos já são muito significativos."
A presença feminina em posições de comando também ganha destaque dentro da competição. Para Daniela, o papel das capitãs é fundamental para inspirar novas gerações de velejadoras.
"Também considero muito importante observar a presença de mulheres como capitãs de embarcações, independentemente de a tripulação ser feminina ou mista. Ainda são poucos os exemplos, mas eles existem e são muito relevantes."
Ela cita nomes que estarão presentes nesta edição da Semana Internacional de Vela de Ilhabela Daycoval.
"Na própria Semana de Vela temos alguns casos importantes. No nosso barco, a timoneira e capitã é a Isabela Malpighi. Há também o Veleiro Mina, do Rio de Janeiro, comandado pela Elisa, e o Bossa Nova, que tem como capitã Valeria Havani. São referências importantes para inspirar outras mulheres."
Outro destaque é o projeto Ela na Vela, voltado à inclusão e ao desenvolvimento feminino na modalidade, que estará representado por Renata Bellotti, no Nautilus, e Marina Bidoia, no Morgazek.
A presença feminina também se fortalece fora d'água. A voluntária da comissão de regatas, a argentina Marisa Ramos Delgada, observa uma evolução contínua na participação de mulheres em diferentes funções do evento.
"Na equipe da raia, em 2024, éramos apenas duas mulheres. No ano passado já havia mais participação feminina e acredito que este ano teremos ainda mais. Quando observamos toda a estrutura do evento, percebemos que há muitas mulheres atuando em diferentes funções."
Ela também nota o avanço entre tripulações internacionais.
"Entre as tripulações argentinas que competem em Ilhabela, também vejo um crescimento constante da participação feminina. Em 2024 havia uma ou duas mulheres em algumas equipes; no ano passado esse número aumentou e, neste ano, várias tripulações já estão vindo com mais mulheres a bordo."
Para ela, a diversidade de perfis fortalece ainda mais a modalidade.
"Há mulheres de diferentes perfis e níveis na vela. Algumas são profissionais da área, outras competem por hobby ao lado de amigos, mas todas contribuem para fortalecer a presença feminina no esporte."
O avanço também é perceptível na arbitragem internacional.
"O Brasil teve recentemente a nomeação de sua primeira juíza internacional feminina, a Tatiana Almeida. Na Argentina também temos várias mulheres atuando como juízas internacionais. Esse movimento é muito importante para ampliar a representatividade dentro do esporte."
Com categorias mistas e participação feminina crescente em todas as áreas, a Semana Internacional de Vela de Ilhabela Daycoval reforça seu papel como espaço de inclusão e desenvolvimento da modalidade, estimulando novas gerações de navegadoras e ampliando o protagonismo das mulheres na vela oceânica.
O Banco Daycoval é uma instituição financeira com 57 anos de experiência especializada no segmento de crédito e serviços para empresas, com atuação relevante também no varejo por meio de operações como crédito consignado, financiamento de veículos, câmbio turismo e investimentos.
Com sede em São Paulo (SP), a instituição conta com mais de 4 mil colaboradores distribuídos entre a matriz, agências em todo o país e mais de 250 pontos de atendimento.
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