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Sem gols, Messi se destaca pelo espírito coletivo para ajudar a Argentina a chegar a mais uma final

15 jul 2026 - 20h07
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Lionel Messi ‌não aumentou sua contagem de oito gols no torneio quando a Argentina derrotou a Inglaterra e chegou à segunda final consecutiva de Copa do Mundo nesta quarta-feira, mas a influência do capitão da Albiceleste continuou sendo profunda.

Enquanto outros grandes nomes recentes, ⁠como Cristiano Ronaldo e Kylian Mbappé, dependem mais de esforços individuais ‌para tentar liderar seus times em partidas difíceis, Messi se destaca por também usar sua incrível habilidade a serviço do ‌coletivo. 

Quando Lautaro Martínez marcou de cabeça ‌o gol da vitória nos acréscimos da semifinal desta ⁠quarta-feira, os jogadores da Argentina correram direto para o canto do gramado para cercar Messi, cujo cruzamento havia dado a oportunidade ao atacante.

O jogador de 39 anos atuou em todos os minutos das quatro partidas da Argentina no-mata-mata, transformando em arte ‌a capacidade de preservar sua energia para os momentos decisivos.

Ele marcou ‌nas difíceis vitórias por ⁠3 x ⁠2 sobre Cabo Verde e o Egito e deu uma assistência na ⁠vitória por 3 x 1 ‌na prorrogação contra a ‌Suíça nas quartas de final.

Sua influência na partida desta quarta-feira aumentou à medida que o jogo avançou, e ele realmente se destacou quando a Argentina cercou a área da ⁠Inglaterra após ficar atrás no placar, aos 10 minutos do primeiro tempo.

Saindo do centro do ataque para a ponta direita, ele lançou uma série de cruzamentos perigosos para tentar criar oportunidades para seus companheiros.

Foi ‌seu passe que encontrou Enzo Fernández na entrada da área, permitindo que o meio-campista marcasse o gol de empate aos 40 ⁠minutos do segundo tempo. Ele também se esforçou para manter a bola em jogo antes de cruzar para o gol da vitória de Martínez sete minutos depois.

As assistências desta quarta-feira elevaram sua contagem para 12 em Copas do Mundo, um recorde que se soma aos seus 21 gols no maior evento do futebol mundial.

Elas também ajudaram a prolongar sua carreira internacional pelo menos até a final de domingo contra a Espanha, quando ele terá a oportunidade de se despedir — se for essa sua decisão — no auge do esporte que ele honrou por tanto tempo.

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