São Paulo encara maratona e pressão com estreia no Brasileiro e risco no Paulista: 'Foco no futebol'
Capitão do time, Rafael crê em melhora e avalia 'fechamento' do grupo com Crespo e Rui Costa
O São Paulo se livrou de entrar na zona de rebaixamento do Paulistão após perder para o Palmeiras. O time contou com um empate entre Noroeste e Ponte Preta, as duas únicas equipes abaixo dos são-paulinos na tabela.
Agora, porém, mais do que ter de jogar para não cair, o São Paulo divide a atenção com o Campeonato Brasileiro. A estreia será na quarta-feira contra o Flamengo.
A posse definitiva de Harry Massis Júnior, após renúncia de Júlio Casares, é vista como elemento tranquilizante pelo grupo são-paulino. Ainda que o técnico Hernán Crespo seja fatalista em fazer o Brasileiro "pelos 45 pontos", ele e os jogadores acreditam em melhora.
"O presidente novo já chegou, já trouxe um pouco mais de calma. Acho que vale ressaltar isso também, que agora a gente começa a fazer os planos realmente para construir um caminho. Sabemos que vai ser difícil", comentou Rafael, após a derrota para o Palmeiras.
"Nossos dirigentes, tirando o Rui que está no dia a dia ali, pensando muito na questão política, no que estava acontecendo com o clube... E aí, quando acontece isso, acaba se esquecendo um pouco ou dividindo a atenção do futebol. Com certeza, atrapalha o início, que é muito importante para nós, mas também tem a nossa culpa dentro de campo. É claro que nesse momento turbulento, oscilações vão acontecer também", avaliou.
Na fala, o capitão do São Paulo também transmitiu um recado. Ele elogiou o executivo Rui Costa, bancado por Massis mesmo após pressão de opositores por sua demissão.
"Eu ainda mantenho boas energias e confio muito nesse elenco, no grupo, na comissão técnica também, que tenta ao máximo nos blindar todos os dias. O Rui, que está também todos os dias lá conosco, também tentando nos blindar de toda essa parte política", enfatizou.
"É pensar agora jogo a jogo, na nossa evolução dentro de campo, sair cada vez mais dessas perguntas de âmbito político e cada vez mais intensificando o nosso foco no futebol, que é realmente o que a gente precisa", concluiu.
Ainda que a política são-paulina esteja mais calma, diretores do clube são investigados em diferentes inquéritos da Polícia Civil. O São Paulo promete colaborar com as autoridades e torce para que isso afete menos dentro de campo.
Próximos jogos do São Paulo
- 28/01 - Flamengo (casa) - Brasileirão
- 31/01 - Santos (casa) - Paulistão
- 04/02 - Santos (fora) - Brasileirão
- 07/02 - Primavera (casa) - Paulistão
- 11/02 - Grêmio (casa) - Brasileirão
- 15/02 - Ponte Preta (fora) - Paulistão