São Paulo encaminha mudança na gestão de ingressos do Morumbis
Proposta prevê antecipação de boa quantia ao clube, além da administração de camarote e do programa de sócio-torcedor
O São Paulo escolheu a proposta da Ticketmaster Brasil para assumir a gestão da venda de ingressos do Morumbis, atualmente administrada pela Total Acesso. Antes da assinatura, porém, o acordo ainda precisa passar pela aprovação do Conselho de Administração e do Conselho Deliberativo.
A proposta prevê que a Ticketmaster antecipe R$ 110 milhões ao São Paulo em até 45 dias após a assinatura do contrato. O valor funcionará como um empréstimo e será devolvido pelo clube ao longo de cinco anos, com juros equivalentes ao CDI mais 1,99%.
O pagamento sairá da renda obtida pelo São Paulo nos jogos realizados no Morumbis. O contrato estabelece um limite de R$ 1,8 milhão por mês. Assim, mesmo que o clube registre R$ 10 milhões de renda líquida em determinado período, por exemplo, apenas R$ 1,8 milhão estará sendo destinado à devolução. A cobrança também seguirá durante meses sem partidas ou arrecadação, como ocorreu durante a Copa do Mundo.
Além da venda de ingressos, a Ticketmaster propôs assumir a gestão do camarote 29A por cinco anos. Para isso, a empresa pagará mais R$ 30 milhões ao São Paulo logo após a assinatura. O espaço atualmente funciona como uma área corporativa utilizada pelo clube para ações de relacionamento durante jogos e shows.
A empresa também terá participação na operação de eventos musicais no Morumbis. Para os shows, a Ticketmaster precisará comprar ingressos para utilizar o camarote, enquanto já administra a venda das entradas das apresentações no estádio por escolha da Live Nation.
Sócio-torcedor do São Paulo também entra no acordo
Outro ponto da proposta envolve o programa de sócio-torcedor. Atualmente, a Feng administra o serviço, mas o São Paulo pretende transferir a operação para a Ticketmaster. A avaliação interna é que a concentração das duas atividades em uma única empresa pode facilitar a experiência dos torcedores.
Além disso, o clube projeta reduzir os custos ao unir as operações de ingressos e sócio-torcedor. Hoje, duas empresas diferentes prestam os serviços e geram despesas separadas.
Para administrar a venda de ingressos, a Ticketmaster cobrará uma taxa de até 10% por entrada. No caso dos ingressos físicos, a taxa será de 8%. Já a gestão do programa de sócio-torcedor terá cobrança de 8% sobre o valor de cada associado.
A proposta ainda inclui R$ 6 milhões para a reforma do Museu do São Paulo. Dessa forma, além dos R$ 110 milhões antecipados como empréstimo, o clube receberia outros R$ 30 milhões pela gestão do camarote e R$ 6 milhões destinados especificamente à modernização do espaço histórico.
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