Script = https://s1.trrsf.com/update-1770314720/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE
Logo do São Paulo

São Paulo

Favoritar Time

São Paulo bate recorde de faturamento com R$ 1 bi e em balanço da gestão Casares

Contas do presidente que renunciou no começo do ano tiveram recomendação de reprovação mesmo com queda de endividamento

25 mar 2026 - 23h04
(atualizado às 23h30)
Compartilhar
Exibir comentários

O São Paulo apresentou aos conselheiros números do balanço financeiro de 2025 em reunião nesta quarta-feira, dia 25. A votação vai até às 17h desta quinta-feira.

O exercício apresentou superávit de R$ 56,8 milhões, resultado melhor que o déficit de R$ 287 milhões de 2024. O faturamento chegou a cerca de R$ 1 bilhão pela primeira vez na história, superando os R$ 731,9 milhões de 2024.

A dívida são-paulina diminuiu. Depois de beirar R$ 1 bilhão, com R$ 968,2 milhões, em 2024, o débito caiu para R$ 858,2 milhões em 2025.

Ponto de polêmica no exercício de 2025, a venda de jogadores teve resultado financeiro positivo. Em 2025, a gestão negociou nomes como William Gomes (Porto), Matheus Alves (CSKA), Henrique Carmo (CSKA) e Lucas Ferreira (Shaktar Donetsk).

As vendas foram criticadas na época, sob o argumento de que se concluíram abaixo do que os atletas valiam no mercado. Esse foi um dos pontos que apoiou o pedido de impeachment de Júlio Casares, aprovado no Conselho Deliberativo.

Os valores declarados nas contas superaram a expectativa projetada. Eram esperados R$ 154,8 milhões com vendas de atletas. A quantia chegou a R$283,7 milhões.

Júlio Casares acabou renunciando em meio ao processo de impeachment, após a aprovação inicial. Há um grupo de conselheiros que deseja reprovar as contas de 2025 por se tratarem de uma "herança" de Casares.

A gestão de Harry Massis Júnior busca convencer conselheiros, com o entendimento de que a reprovação seria prejudicial ao São Paulo perante o mercado, dificultando possíveis negociações de patrocínios e empréstimos, por exemplo. Na primeira semana de abril, em outra reunião, conselheiros irão votar dois novos pedidos de crédito do clube.

Segundo fontes ouvidas pela reportagem do Estadão, o presidente do Conselho Deliberativo, Olten Ayres de Abreu Júnior, questionou os números apresentados. Ele tem se colocado como antagonista da gestão Massis.

São Paulo deve aprovar contas da gestão Casares no Conselho Deliberativo.
São Paulo deve aprovar contas da gestão Casares no Conselho Deliberativo.
Foto: Werther Santana/Estadão / Estadão

Em 2024, o São Paulo lançou um fundo de dívida (FIDC), visando à amortização da dívida do clube com instituições financeiras. O débito é "substituído", mas com juros menores.

Uma das regras do fundo era que o clube deveria ter superávit no exercício. No balanço de 2024, mesmo com déficit, foram consideradas receitas ainda a receber, diminuindo a dívida daquele ano.

O planejamento financeiro do próximo exercício (2026) prevê novo superávit, apesar de sucessivos déficits mensais. O orçamento também é dependente da venda de jogadores (cerca de 40% da previsão de receita de R$ 931,8 milhões).

A gestão de Harry Massis Júnior trabalha com readequações no clube para economizar. Não havia como refazer o orçamento aprovado em 2025. O São Paulo já anunciou um movimento de equilíbrio financeiro, conforme o Estadão havia antecipado.

Estadão
Compartilhar
Publicidade

Conheça nossos produtos

Seu Terra












Publicidade