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Relatório aponta "associação criminosa" em esquema de camarotes no São Paulo

Polícia Civil identifica divisão de lucros e inclui ex-dirigente em investigação sobre exploração ilegal no Morumbis

20 mar 2026 - 09h48
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Polícia vê associação criminosa dentro do São Paulo –
Polícia vê associação criminosa dentro do São Paulo –
Foto: São Paulo FC / Jogada10

Um relatório do Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC) concluiu que quatro envolvidos atuavam como sócios informais em uma estrutura organizada para a venda ilegal de camarotes que teria causado prejuízos ao São Paulo.

De acordo com o documento, Rita de Cássia Adriana Prado, Mara Casares, Douglas Schwartzmann e Marcio Carlomagno integrariam uma "associação criminosa profissionalizada", com divisão pré-definida de lucros. A conclusão tem como base um caderno apreendido pela Polícia Civil em janeiro deste ano, durante operação ligada ao inquérito que investiga a comercialização clandestina de espaços no Morumbis.

Pela primeira vez, o relatório inclui Marcio Carlomagno como parte ativa do esquema. Antes, ele havia sido citado por Douglas Schwartzmann apenas como responsável por ceder o espaço. Agora, os investigadores o colocam como integrante da "sociedade".

"Este documento (o caderno) é o elo que une Marcio Carlomagno, a influência de Mara Casares e Douglas Schwartzmann e a operação de Adriana Prado em uma engrenagem sistêmica de saque ao patrimônio", destacou o relatório da Polícia.

Em dezembro do ano passado, um áudio revelado pelo portal 'GE' já indicava a participação dos envolvidos. Na ocasião, Carlomagno negou ter recebido valores pela cessão dos camarotes. Procurado novamente, ele afirmou, por meio de sua defesa, que não comentaria o caso por não ter tido acesso ao documento, mas reiterou que "veemente nega qualquer relação com Adriana e assunto comercialização de ingressos camarote SPFC".

Polícia vê associação criminosa dentro do São Paulo –
Polícia vê associação criminosa dentro do São Paulo –
Foto: São Paulo FC / Jogada10

O esquema dentro do São Paulo

Segundo a investigação, o esquema teria operado por quase dois anos, desde o show da banda Coldplay, em março de 2023, até a apresentação da cantora Shakira, em fevereiro de 2025. Anotações encontradas no caderno indicam uma espécie de cronologia da operação, com menções a eventos e à frase "todos s/ problemas até fevereiro de 2025".

Os investigadores entendem que Adriana Prado exercia papel central, sendo responsável pela operação logística e financeira. Ela coordenaria a revenda dos ingressos e a divisão dos lucros entre os participantes, tratados como "sócios" em suas anotações.

Em um dos trechos, há a indicação de divisão igualitária, "25% para cada", o que, para a polícia, reforça a existência de uma estrutura organizada. O documento é considerado peça-chave no inquérito, descrito como um "memorial contábil e jurídico" do esquema.

Embora Adriana tenha se referido a Carlomagno como "vice-presidente", ele ocupava o cargo de superintendente geral do clube. A polícia avalia que o termo pode indicar a influência do dirigente dentro do São Paulo à época. O caso segue sob sigilo. Em nota, a Polícia Civil informou apenas que "diligências estão em andamento visando ao esclarecimento dos fatos".

As investigações tiveram início após o Ministério Público solicitar a abertura de inquérito. Desde então, uma força-tarefa atua para apurar as irregularidades, reunindo provas e ouvindo testemunhas.

Aliás, todos os citados já deixaram o clube. Mara Casares e Douglas Schwartzmann renunciaram aos cargos logo após a divulgação das denúncias. Já Carlomagno acabou sendo desligado no início deste ano, em meio à crise política que culminou na saída da antiga gestão.

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Jogada10
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