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Raí diz que queda 'dói', mas banca permanência de Diniz

Apesar das cobranças, mudanças não devem ocorrer porque o mandato do presidente Leco vai apenas até dezembro

1 out 2020
05h10
atualizado às 07h37
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A pressão no São Paulo parece não ter hora para acabar. As cobranças pelo jejum de títulos desde 2012 e pelos vexames nos últimos anos devem aumentar com a eliminação ainda na fase de grupos da Copa Libertadores da América. Todos os setores do clube já vinham sendo alvos de torcedores em protestos recentes. A comissão técnica comandada por Fernando Diniz foi bancada pelo diretor de futebol Raí.

Fernando Diniz está pressionado no comando do São Paulo
Fernando Diniz está pressionado no comando do São Paulo
Foto: Richard Ducker/FramePhoto / Gazeta Press

"Não foi só uma derrota, foi uma desclassificação que dói bastante na gente. É amarga. Tem que saber que quando não se consegue um objetivo, é porque tem erros, temos que rever. Mas também tem trabalho, muita coisa importante que foi feita até agora e que acreditamos que pode evoluir. É um momento de tristeza, reflexão, avaliação, mas seguimos com o trabalho. Sabemos que tem muito trabalho até aqui. Tem coisas boas, mas que não foram suficientes e temos que melhorar", afirmou Raí, em entrevista à Globo.

O mandato do presidente Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, vai até dezembro. Por isso, é improvável que haja mudanças em qualquer setor do clube neste momento. A torcida já pediu diversas vezes a saída de Leco e não poupou nem os ídolos Raí e Lugano, hoje diretor de futebol e diretor de relações institucionais, respectivamente. O gerente de futebol Alexandre Pássado também é lembrado nas manifestações dos torcedores.

"São vários anos de xeque que o São Paulo vem passando, muita coisa para ser avaliada no clube, o nosso trabalho. Mas é um time grande e sempre vamos passar dessa fase, vamos voltar a vencer. Temos que seguir trabalhando, sabemos que tem muita coisa a melhorar e temos capacidade para melhorar", analisou Raí.

Nem mesmo a chegada no ano passado do multicampeão Daniel Alves resolveu o problema do São Paulo. Jogador com mais títulos na história do futebol, com 40 troféus conquistados, o veterano de 37 anos virou alvo de protestos após causar polêmica nas redes sociais, quando estava se recuperando de fratura no antebraço e postou vídeo tocando instrumento de percussão. Sem Daniel Alves, o São Paulo perdeu para a LDU e viu a situação na Libertadores ficar praticamente impossível de ser revertida. De fato, o "milagre" não aconteceu e o time foi eliminado.

Outro jogador contratado em 2019 para "mudar a cara" do elenco e passar experiência foi o espanhol Juanfran. Ex-Atlético de Madrid, o lateral-direito de 35 anos perdeu espaço nas últimas partidas ao tornar-se reserva do jovem Igor Vinícius, de 23 anos. Ele voltou a ser titular contra o River Plate e disse que o São Paulo precisa "lutar".

"É um momento difícil para todos, porque o São Paulo é um time campeão. Temos que seguir lutando. Cada vez que cai, é preciso levantar rapidamente. Assim que fui ensinado desde pequeno. Ainda temos campeonatos para tentar ser campeão e vamos lutar até o fim", afirmou Juanfran.

Mais um veternado de 35 anos, Hernanes também vive fase ruim no São Paulo. Apesar de ter o carinho da torcida por causa dos títulos brasileiros de 2007 e 2008 e por ter voltado para ajudar o time na luta contra o rebaixamento em 2017, o meio-campista tem sido bastante criticado. Ele mesmo admitiu insatisfação com seu rendimento e chegou a pensar em deixar o clube. Em agosto, Hernanes decidiu ficar para ajudar o São Paulo neste momento de turbulência.

Pressionado, o São Paulo retorna a São Paulo na manhã desta quinta-feira, em voo fretado que saiu de Buenos Aires na madrugada. A equipe volta a jogar no domingo, diante do Coritiba, no Couto Pereira, pelo Campeonato Brasileiro.

Estadão
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