Por que Lucas Moura voltará antes do previsto? Fisioterapeuta explica
Recuperado de lesão no tendão de Aquiles, atacante pode voltar a ser relacionado no final de semana
Após romper o tendão de Aquiles em maio, Lucas Moura voltará a reforçar o São Paulo antes do previsto, com retorno esperado contra o Vitória. Afastado por cinco meses, o atacante antecipou os prazos graças à sua dedicação e ao suporte da fisioterapia. Segundo a especialista Lívia Ventura, a recuperação progressiva devolveu a capacidade do atleta de responder a demandas de explosão e força, embora o retorno ao esporte de alto rendimento ainda envolva riscos inerentes à gravidade da lesão.
Após cinco meses parado por conta de lesão, Lucas Moura reforçará o São Paulo nesta reta final de temporada. O jogador não atua desde a partida contra o Bahia, válida pelo primeiro turno do Campeonato Brasileiro e realizada no dia 3 de maio. Na ocasião, rompeu o tendão de Aquiles.
Sem atuar desde então, o atacante se recuperou da grave lesão e já está treinando em campo sem nenhuma restrição. Porém, mesmo já recuperado, Lucas não entrou em campo nesta quarta-feira (7), contra o Cruzeiro, no Mineirão. A expectativa é que ele volte a ficar à disposição do técnico Dorival Júnior no sábado (10), quando o Tricolor Paulista enfrenta o Vitória, no Morumbis, pelo Brasileirão.
Segundo Lívia Ventura, fisioterapeuta esportiva e especialista pela Sociedade Nacional de Fisioterapia Esportiva e da Atividade Física (Sonafe Brasil), a evolução para esse retorno acontece de forma progressiva.
"O atleta precisa recuperar não apenas a estrutura lesionada, mas também a capacidade de executar novamente os movimentos e as demandas específicas de futebol", explicou. No caso do Lucas, o histórico e o tempo afastado exigem ainda mais atenção à forma como ele produz, absorve e transfere forças durante os movimentos em campo.
Fisioterapia agiu como aliada de Lucas Moura no São Paulo
De acordo com a profissional, em lesões como essa, que impactam na intensidade da prática física, a fisioterapia é a maior aliada ao atleta. Afinal, ela acompanha continuamente a resposta do jogador às cargas aplicadas. Assim, pode avaliar quais aspectos já foram recuperados e quais ainda precisam ser desenvolvidos para que ele volte ao alto nível de rendimento esperado.
"O tendão de Aquiles tem uma função fundamental na impulsão, na corrida e na aceleração, e em vários outros pontos também. Mas a gente ressalta esses porque o tendão participa do armazenamento da energia elástica, contribuindo para que o atleta consiga produzir e transferir força de maneira eficiente durante o movimento, principalmente ao longo da partida", detalhou.
Lesão de Lucas impacta diretamente na prática esportiva
A fisioterapeuta pondera ainda que a lesão sofrida por Lucas é uma das que mais interfere diretamente na prática esportiva. Principalmente no caso do jogador do São Paulo, que atua em uma posição que requer explosão, aceleração e mudanças rápidas de movimento.
A expectativa para Lucas Moura voltar a jogar era apenas em 2027, com um diagnóstico inicial de seis a 12 meses. Porém, em cinco meses, o jogador foi autorizado a treinar com a equipe principal. Na visão de Lívia Ventura, o comprometimento do atleta e o trabalho do departamento médico do clube foram essenciais para a redução do prazo.
"Mais importante do que analisar quantos meses se passaram, é considerar quais as capacidades que o atleta recuperou e o quanto ele está preparado para suportar e responder às demandas do seu nível de rendimento. Então, isso não significa que o risco deixe de existir. O retorno ao esporte de alto rendimento envolve riscos inerentes a essa fase de tratamento, principalmente em lesões desse porte", finalizou.
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