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Ex-CBF se candidata à presidência de gigante do Brasileirão

Ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), ele é o primeiro nome oficializado para disputar a eleição do clube

10 ago 2026 - 13h07
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Foto: Lucas Figueiredo/CBF / Esporte News Mundo

Rogério Caboclo confirmou nesta segunda-feira (10) que será candidato à presidência do São Paulo. Ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), ele é o primeiro nome oficializado para disputar a eleição do clube, marcada para a primeira quinzena de dezembro.

A candidatura de Caboclo vem sendo construída nas últimas semanas, com articulações junto a setores da oposição. O ex-dirigente tem buscado apoio entre conselheiras e conselheiros para viabilizar sua participação no pleito.

Para oficializar a candidatura na eleição, Caboclo precisa obter o apoio de 55 conselheiros.

Marcelo Portugal Gouveia, conhecido como Marcelinho e filho de um histórico presidente são-paulino, é apontado como possível candidato da oposição. Adilson Alves, por sua vez, aparece como possível nome da situação, com apoio de Harry Massis.

A passagem de Rogério Caboclo pela presidência da CBF também foi marcada por acusações de assédio sexual, que sempre foram negadas pelo ex-dirigente. Segundo a nota oficial divulgada por sua assessoria, os procedimentos judiciais relacionados às denúncias foram arquivados ou encerrados e não resultaram em condenação criminal

Sócio do São Paulo desde 1990 e conselheiro vitalício desde 1998, Caboclo já ocupou cargos na diretoria do clube entre 2000 e 2002. Também passou pela Federação Paulista de Futebol (FPF) e pela CBF, onde chegou à presidência.

Na candidatura ao São Paulo, Caboclo afirma que pretende apresentar um projeto dividido em cinco áreas: governança, finanças, futebol profissional, categorias de base e clube social.

Entre os pontos apresentados estão o fortalecimento das estruturas de compliance e gestão de riscos, a reorganização do perfil da dívida e o uso de tecnologia e inteligência de mercado na formação e contratação de atletas.

Confira a nota oficial de Rogério Caboclo

"Rogério Caboclo decidiu colocar seu nome à disposição para disputar a presidência do São Paulo Futebol Clube. A construção de sua candidatura terá como principais fundamentos a experiência acumulada como dirigente e os resultados obtidos nos diferentes cargos que ocupou no futebol.

Rogério Caboclo pretende disputar internamente a indicação da oposição, que avalia ter condições de chegar fortalecida à eleição diante do atual cenário de crise reputacional, financeira e esportiva do clube.

Rogério Caboclo tem intensificado as conversas com conselheiras e conselheiros. A estratégia é utilizar experiência administrativa, conhecimento das estruturas do futebol e resultados de gestão como elementos de diferenciação na disputa interna.

Advogado e administrador de empresas, Caboclo é sócio do São Paulo desde 1990 e conselheiro vitalício desde 1998. Foi diretor-adjunto de Marketing e diretor financeiro do clube entre 2000 e 2002. Quando assumiu a Diretoria Financeira, o São Paulo apresentava um déficit relevante. Após dois anos de medidas de controle financeiro, redução de despesas e renegociação de dívidas, Caboclo deixou o cargo com o clube registrando saldo em caixa. Nesse período, o São Paulo venceu o Campeonato Paulista de 2000 e a Taça Rio São Paulo de 2001, além de revelar jogadores como Kaká e Júlio Batista.

Sua trajetória de mais de duas décadas de atuação no futebol também inclui a vice-presidência da Federação Paulista de Futebol e diferentes funções na Confederação Brasileira de Futebol, onde foi CEO e presidente. Caboclo foi diretor de Relações Institucionais do Comitê Organizador Local da Copa do Mundo de 2014, chefe da delegação brasileira na Copa do Mundo de 2018, na Rússia, e integrou os comitês executivos da FIFA e da CONMEBOL.

Os números de sua passagem pela CBF merecem destaque. Entre 2010 e 2019, a receita total da entidade passou de R$ 263 milhões para R$ 957 milhões, com R$ 190 milhões de superávit, enquanto os ativos cresceram de R$ 229 milhões para R$ 1,248 bilhão. Os investimentos diretos no futebol alcançaram R$ 540 milhões.

Entre as realizações no período da CBF também estão a implantação da Central Única do VAR e os investimentos na qualificação e remuneração da arbitragem, além da criação da CBF Social, School e Academy, voltada à formação e à capacitação de profissionais do futebol no Brasil. Na área de Branding, foi realizada a reengenharia da marca da entidade com a alteração do escudo da seleção.

Durante a pandemia, sua gestão implantou protocolos sanitários que permitiram a continuidade das competições nacionais, contribuindo para reduzir os impactos financeiros que a paralisação poderia provocar nos clubes.

No futebol feminino, muito foi desenvolvido, como a ampliação dos investimentos, a inclusão nos regulamentos da obrigatoriedade de manutenção de equipes profissionais femininas pelos clubes participantes da Série A do Campeonato Brasileiro e a equiparação da remuneração entre homens e mulheres convocados para as seleções brasileiras.

Sua gestão também foi marcada por resultados esportivos. Foram nove títulos no período, média de uma conquista a cada 3 meses, com ênfase para as conquistas da Copa América em 2019, Mundial Sub 17 em 2019 e as Olimpíadas em 2021. Resultados suportados por performance, entre todas as competições disputadas foram 70,21% de vitórias, 17,73% de empates e 12,06% de derrotas.

Para o São Paulo Futebol Clube, o projeto está organizado em cinco frentes: governança, finanças, futebol profissional, categorias de base e clube social. Entre as propostas estão o fortalecimento das estruturas de compliance e gestão de riscos, a reorganização do perfil da dívida, a utilização de tecnologia e inteligência de mercado na formação e contratação de atletas e a adoção de maior responsabilidade financeira na condução do futebol. A plataforma de gestão será oportunamente divulgada.

As acusações apresentadas contra Rogério Caboclo durante sua passagem pela CBF foram examinadas pela Justiça e não resultaram em condenação criminal. Em um dos casos, o Ministério Público propôs uma transação penal, posteriormente homologada pela Justiça, que não implicou reconhecimento de culpa e estabeleceu a destinação de R$ 100 mil a duas organizações não governamentais — uma dedicada ao combate à violência contra a mulher e outra ao cuidado de animais abandonados. Nenhum valor foi pago à denunciante. Os demais procedimentos foram arquivados ou encerrados pela Justiça. De acordo com as certidões judiciais expedidas, Caboclo não responde a nenhum processo criminal."

Esporte News Mundo
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