Em processo, Tierry Henry acusa São Paulo de negligência médica
Ex-joia de Cotia pede mais de R$ 4,2 milhões e afirma que o clube minimizou dores e permitiu treinos mesmo diante de problemas físicos
O jovem atacante Thierry Henry, ex-base do São Paulo, moveu uma ação trabalhista de cerca de R$ 4,24 milhões contra o clube por negligência médica. Aos 19 anos, o atleta alega que falhas no tratamento de lesões no púbis e no quadríceps comprometeram sua carreira e reduziram suas chances de chegar ao elenco profissional. A ação inclui pedidos por danos morais e verbas contratuais. O São Paulo aguarda a citação judicial para se posicionar, enquanto fontes do clube contestam o empenho do jogador.
A passagem de Thierry Henry pela base do São Paulo virou uma disputa judicial que envolve o tratamento de lesões e o futuro profissional do jogador. Aos 19 anos, o ex-atleta de Cotia pede R$ 4,24 milhões em uma ação trabalhista, valor que pode se aproximar de R$ 5 milhões com os honorários previstos. De acordo com informações da ESPN, a defesa alega que falhas no atendimento médico prejudicaram a recuperação do jovem e reduziram suas chances de chegar ao elenco profissional.
Um dos principais episódios relatados teria ocorrido em outubro de 2025. O fato ocorreu após uma partida contra o Vitória pela Copa Atlântico, na qual Henry marcou um gol. O atleta afirma que sentiu dores na região púbica e comunicou o problema a um fisioterapeuta. Entretanto, recebeu a orientação de fazer esteira, sob a justificativa de que a dor seria "coisa da cabeça dele". Conforme a ação, o clube passou cerca de três meses sem solicitar exames de imagem, período em que o atleta buscou atendimento por conta própria.
Exames médicos sustentam pedido de indenização ao São Paulo
A radiografia realizada pelo jogador apontou irregularidades nos contornos e esclerose das superfícies da sínfise púbica. Mesmo assim, Henry afirma que continuou autorizado a treinar e que recebeu medicações injetáveis enquanto permanecia em atividade.
Outro ponto apresentado no processo envolve um teste físico realizado em abril de 2025. Segundo a defesa, o exame isocinético indicou déficit de 34% de força no quadríceps direito. O jogador afirma que recebeu liberação para atuar oito dias depois e relaciona esse histórico a uma lesão no tornozelo esquerdo registrada pelo clube em maio daquele ano. Além disso, o pai apresenta uma uma ligação telefônica com um dos dirigentes do clube como prova, mas ainda passará por análise.
A ação inclui um pedido específico de R$ 2.290.555,56 por perda de uma chance. A defesa argumenta que Henry tinha uma possibilidade concreta de construir carreira no time profissional e que essa oportunidade teria se comprometeu pelo tratamento recebido. Como indicativo do potencial atribuído ao jogador, os representantes citam a multa rescisória de 60 milhões de euros, equivalente a cerca de R$ 360 milhões.
O pedido total é de R$ 4.247.291,80. O valor reúne indenização por danos morais, despesas médicas passadas e futuras. Além disso, inclui férias, cláusulas contratuais e outras verbas, além de honorários advocatícios de 15% sobre o valor da sentença.
O São Paulo, por outro lado, informou que só se posicionará oficialmente depois de receber a comunicação e ter acesso aos autos. Nos bastidores de Cotia, fontes ouvidas pela reportagem apontaram que o jogador teve pouco empenho após a renovação contratual. A apuração também indica que Henry pediu para deixar o clube em março.
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