Dorival Júnior incomoda pessoas do alto escalação do São Paulo
Dorival Júnior gerou forte crise no São Paulo ao criticar os campos do CT e expor a política do clube, irritando a diretoria, que viu uma tentativa de eximir-se de culpa. Pressionado por um aproveitamento de apenas 38% e com conselheiros pedindo sua demissão imediata, o técnico segue no cargo pelo obstáculo financeiro da multa rescisória de R$ 6 milhões. Sob grande tensão nos bastidores, o próximo jogo contra o Vasco será determinante para sua permanência até o fim do contrato.
O técnico Dorival Júnior provocou um novo desgaste nos bastidores do São Paulo após criticar publicamente a estrutura oferecida pelo clube. As declarações aconteceram depois da vitória por 2 a 1 sobre o Vitória e causaram irritação entre dirigentes e aliados do presidente Harry Massis Júnior.
O principal motivo da insatisfação foram as críticas feitas por Dorival às condições dos gramados do CT da Barra Funda. O treinador afirmou que nenhum dos três campos apresenta condições adequadas para os treinamentos e relacionou o problema à quantidade de lesões enfrentadas pelo elenco. A declaração repercutiu negativamente entre integrantes da diretoria, que consideraram inadequada a exposição pública das dificuldades estruturais do clube.
Além das reclamações sobre os campos, Dorival também incomodou setores da administração ao comentar o trabalho do executivo de futebol Rafinha. O treinador classificou a atuação do dirigente como um esforço solitário para evitar problemas maiores e fez observações sobre o cenário político do São Paulo, que terá eleições presidenciais em dezembro. Internamente, as manifestações foram interpretadas por alguns dirigentes como uma tentativa de transferir responsabilidades pelos resultados.
O desempenho esportivo também pesa contra o treinador. Dorival registra aproveitamento de 38% em 20 partidas, números que aumentaram a pressão sobre seu trabalho. Entre aliados da presidência e membros do Conselho Deliberativo, existem manifestações favoráveis à saída imediata do comandante. A diretoria ainda precisa considerar as consequências financeiras de uma eventual demissão antes do encerramento do contrato.
O principal obstáculo para uma mudança no comando técnico é a multa rescisória prevista no vínculo de Dorival Júnior. O valor corresponde a aproximadamente três meses de salário, totalizando cerca de R$ 6 milhões. Diante das dificuldades financeiras enfrentadas pelo São Paulo, assumir essa despesa representa um problema adicional. Por isso, mesmo com o desgaste nos bastidores, a tendência é que o treinador permaneça no cargo enquanto a diretoria avalia os próximos resultados.
O próximo compromisso do São Paulo será contra o Vasco da Gama, no sábado (17), às 21h, no MorumBIS, pela 31ª rodada do Campeonato Brasileiro. A partida ganhou importância não apenas para a situação da equipe na tabela, mas também para o futuro de Dorival Júnior, vinculado somente até dezembro.
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