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Com 'estilo brasileiro', Boca Juniors pode surpreender o São Paulo na Sul-Americana

8 set 2026 - 16h57
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Resumo
O Boca Juniors recebe o São Paulo pela Copa Sul-Americana exibindo uma postura tática diferente, inspirada no futebol brasileiro. Sob o comando de Rodolfo Arruabarrena, o time argentino trocou a tradicional força física pela posse de bola e controle ofensivo, destacando a qualidade de passe no meio-campo e pontas velozes. A mudança promete um duelo equilibrado contra o Tricolor, que também prioriza a circulação de jogo, afastando o clássico estereótipo combativo da Bombonera.

A Bombonera promete receber um Boca Juniors diferente nesta terça-feira. Acostumado a construir sua identidade na intensidade, na força física e na tradicional garra xeneize, o clube argentino chega ao confronto contra o São Paulo, pela Copa Sul-Americana, apresentando uma proposta que pode causar surpresa: um futebol inspirado em características presentes nas principais equipes brasileiras.

Foto: (Imagem: Boca) / Gávea News

A mudança ganhou força durante o trabalho de Rodolfo Arruabarrena, que passou a priorizar uma equipe mais agressiva com a bola e menos dependente de jogadas individuais. Em vez de esperar o adversário para acelerar somente nos contra-ataques, o Boca procura controlar o ritmo, ocupar o campo ofensivo e construir suas jogadas desde o meio-campo.

Nesse cenário, a posse de bola se tornou uma das principais armas. O time argentino busca circular a bola com paciência até encontrar espaços, enquanto mantém seus atacantes abertos para aumentar a largura do campo. A avaliação do novo esquema argentino é do jornalista Raphael Sibilla, correspondente da Globo.

O comunicador, inclusive, ainda aponta Sebastián Villa e Alan Velasco como peças importantes nesse mecanismo, justamente pela capacidade de acelerar, driblar e atacar os espaços pelos lados.

No centro da construção está um meio-campo que também foge do estereótipo argentino mais combativo. Leandro Paredes e Santiago Ascacíbar oferecem qualidade na saída de bola e ajudam a determinar o ritmo das ações. Além disso, a presença de jogadores com maior liberdade para avançar faz com que o Boca consiga colocar mais atletas perto da área adversária.

O que esperar do duelo contra o São Paulo

A mudança de comportamento cria um confronto especialmente interessante porque o São Paulo também gosta de ter a bola e controlar as ações por meio da circulação. Jonathan Calleri, que conhece bem o ambiente da Bombonera, já projetou um duelo equilibrado justamente pela semelhança entre as propostas.

Gávea News
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