Calleri brasileiro? Atacante do São Paulo cumpre requisitos
Diante da redução gradual no limite de estrangeiros no futebol brasileiro — que cairá para cinco até 2030 —, o atacante argentino Calleri, do São Paulo, já cumpre o tempo mínimo de quatro anos de residência no país para solicitar a naturalização. A mudança liberaria uma vaga de gringo no elenco tricolor, mas o processo ainda depende do interesse formal do jogador e do cumprimento de requisitos legais, como o domínio da língua portuguesa e a apresentação de documentos às autoridades.
A redução gradual do limite de jogadores estrangeiros no futebol brasileiro pode abrir caminho para uma mudança importante na situação de Jonathan Calleri, do São Paulo. O atacante argentino já possui tempo de residência suficiente para solicitar a naturalização brasileira, possibilidade que ganha destaque após a decisão da CBF e dos clubes das Séries A e B.
A nova regra prevê que o número máximo de estrangeiros relacionados por partida, atualmente de nove atletas, diminua progressivamente nas próximas temporadas. A partir de 2027, o limite será de oito jogadores, passando para sete em 2028 e seis em 2029, até chegar ao teto definitivo de cinco estrangeiros por jogo em 2030.
No São Paulo desde 2021, Calleri já ultrapassou o período mínimo de quatro anos de residência exigido pela regra geral da naturalização ordinária. Dessa forma, o argentino poderá solicitar a cidadania brasileira, desde que tenha interesse e cumpra as demais exigências legais. Até o momento, porém, não há informação de que o atacante tenha iniciado formalmente o processo.
Além do tempo de residência, a legislação brasileira estabelece outros requisitos para a naturalização. O interessado precisa ser maior de 18 anos, possuir capacidade de comunicação em português e não ter condenação penal ou estar reabilitado nos termos da lei. Também é necessário comprovar a residência no Brasil conforme os critérios exigidos pelas autoridades responsáveis.
Caso obtenha a naturalização, Calleri poderá deixar de ocupar uma vaga de estrangeiro nas partidas do São Paulo, desde que sua nova condição seja reconhecida para fins de inscrição nas competições. A possibilidade ganha relevância diante da redução progressiva do limite, que exigirá adaptações no planejamento dos clubes e na composição dos elencos.
Apesar de cumprir o requisito de tempo de residência, Calleri não receberia a cidadania brasileira automaticamente. Para obter a naturalização, o camisa 9 precisaria iniciar formalmente o processo, apresentar a documentação exigida e aguardar a análise das autoridades brasileiras.
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