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Santos encerra novela e mantém CT Rei Pelé por mais 40 anos

Acordo com a União coloca ponto final à indefinição sobre o terreno e garante continuidade do complexo santista

2 out 2026 - 16h36
(atualizado às 16h36)
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Resumo
O Santos garantiu a permanência no CT Rei Pelé por mais 40 anos após fechar uma nova concessão com o governo federal, encerrando o risco de perder a área da União, que chegou a ser cotada para leilão. Pelo novo modelo, o clube pagará R$ 145 mil mensais e assumirá obrigações de conservação, projetos sociais e apoio às categorias de base. O acordo foi selado em Brasília com a presença do presidente Lula e afasta a necessidade de compra do terreno, mantendo a tradicional estrutura esportiva do Peixe.
Clube terá pagamento mensal e novas responsabilidades pela utilização do terreno –
Clube terá pagamento mensal e novas responsabilidades pela utilização do terreno –
Foto: Divulgação/Santos FC / Jogada10

O CT Rei Pelé continuará sendo a casa do futebol do Santos pelas próximas décadas. O clube resolveu uma pendência que atravessou diferentes administrações e fechou uma nova concessão com o governo federal. O acordo permite a permanência no terreno por 40 anos e dá ao Peixe segurança para manter suas estruturas no local.

A área pertence à União e terá um novo modelo de utilização pelo Alvinegro Praiano. O clube pagará R$ 145 mil mensais e também ficará responsável por compromissos ligados à conservação do espaço, projetos sociais e desenvolvimento das categorias de base. A negociação chegou ao fim logo após uma série de alternativas avaliadas nos últimos anos.

Clube terá pagamento mensal e novas responsabilidades pela utilização do terreno –
Clube terá pagamento mensal e novas responsabilidades pela utilização do terreno –
Foto: Divulgação/Santos FC / Jogada10

Santos chegou a preparar plano para comprar o terreno

A possibilidade de perder o CT chegou a ser concreta durante o processo. A concessão anterior, assinada em 1996, acumulou pendências relacionadas às contrapartidas previstas para o uso da área. Dessa forma, a Secretaria de Patrimônio da União chegou a considerar a realização de um leilão do terreno, avaliado na época em cerca de R$ 80 milhões.

O Santos reagiu e passou a estudar uma saída definitiva. Em fevereiro de 2024, o clube formalizou o interesse em adquirir a área. A diretoria, nesse sentido, avaliou financiamento com a Caixa Econômica Federal e também procurou instituições privadas para levantar os recursos necessários caso a venda fosse adiante.

A operação de compra, no entanto, perdeu espaço ao longo das tratativas. Uma orientação do Ministério Público Federal contribuiu para que a SPU não levasse o terreno a leilão. Com essa possibilidade fora do centro das discussões, Santos e União passaram a trabalhar em uma solução que preservasse o uso da área pelo clube.

Além disso, a costura do acordo teve participação de Júnior Bozzella, assessor especial da presidência santista. Ex-deputado federal, o dirigente conduziu conversas em Brasília e atuou nas negociações com os órgãos responsáveis pelo patrimônio federal.

A definição foi formalizada em uma reunião que contou com Lula, Teixeira e Bozzella. Bem como os três, Pepe, Clodoaldo e Serginho Chulapa também participaram do encontro. O Santos pretende ainda instalar uma placa no CT para registrar a renovação da concessão.

A resolução muda o cenário para o clube. Sem a necessidade de preparar uma eventual mudança de endereço ou uma operação de compra do terreno, o Santos pode manter o CT Rei Pelé como base de sua estrutura esportiva.

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Jogada10
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