Santos corre risco de novo transfer ban por dívida envolvendo atacante que nunca atuou pelo clube
Clube aguarda julgamento internacional e pode enfrentar nova punição da Fifa caso seja novamente condenado no processo
Enquanto aguarda uma definição sobre o processo movido pelo técnico Pedro Caixinha, o Santos passou a conviver com outra preocupação nos bastidores. Segundo o ge, o clube corre o risco de sofrer um novo transfer ban por conta de uma dívida relacionada ao atacante gambiano Yusupha Njie, que sequer entrou em campo com a camisa santista.
O caso envolve o Al-Markhiya, que acionou a Fifa cobrando valores referentes ao empréstimo do jogador durante o segundo semestre de 2024. Em dezembro do ano passado, a entidade deu ganho parcial aos cataris e determinou que o Santos pagasse aproximadamente 400 mil euros, além das custas processuais.
O Peixe recorreu da decisão ao Tribunal Arbitral do Esporte (TAS) e ainda aguarda o julgamento. Caso a condenação seja mantida e a dívida não seja quitada, o clube poderá ser impedido de registrar novos atletas por três janelas de transferências.
Segundo o processo, os clubes haviam firmado um acordo para encerrar antecipadamente o empréstimo de Yusupha Njie. O Santos se comprometeu a pagar sete parcelas de 50 mil euros, mas nenhuma delas foi quitada.
Durante a ação, o clube paulista reconheceu a dívida e alegou dificuldades financeiras para cumprir o compromisso. A Fifa aceitou parcialmente alguns argumentos apresentados pela defesa santista, reduzindo parte do valor original cobrado. Mesmo assim, manteve as multas previstas em contrato.
Com isso, a dívida foi fixada em cerca de 399 mil euros, valor que ultrapassa R$ 2,3 milhões na cotação atual. Além disso, o Santos também foi condenado a arcar com aproximadamente R$ 125 mil em custas processuais.
Yusupha Njie permaneceu apenas três meses na Vila Belmiro. Apesar de ter sido relacionado para uma partida da Série B, nunca chegou a entrar em campo pelo clube. Atualmente, o atacante ainda pertence ao Al-Markhiya e atua por empréstimo no Al-Wakrah, também do Catar.
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