Problemas no gramado vão além da Vila e preocupam o Santos
O Santos enfrenta problemas com a qualidade dos gramados da Vila Belmiro e do CT Rei Pelé. Buracos, desníveis e dificuldades de drenagem têm incomodado jogadores e comissão técnica. Cuca comentou os desafios durante os treinamentos, enquanto a diretoria planeja reformas nos dois locais após o encerramento da temporada, com previsão de substituição do gramado da Vila por um sistema híbrido.
A má condição dos gramados do Santos tem preocupado atletas e comissão técnica. Além das falhas de drenagem vistas na Vila Belmiro contra o Bahia, o CT Rei Pelé apresenta buracos e desníveis que prejudicam os treinos, gerando queixas minimizadas pelo técnico Cuca. O estado dos campos atrapalha o estilo de troca de passes da equipe na reta final do Brasileirão. Para solucionar a crise, a diretoria planeja reformas no fim do ano, incluindo a instalação de gramado híbrido no estádio e melhorias no CT.
O Santos enfrenta problemas com as condições dos gramados não apenas na Vila Belmiro, mas também no Centro de Treinamento Rei Pelé. A situação tem incomodado jogadores e integrantes da comissão técnica, que convivem com irregularidades no campo utilizado para a preparação da equipe profissional. O assunto ganhou destaque após o técnico Cuca comentar as dificuldades durante entrevista coletiva depois do empate por 1 a 1 com o Bahia, no último sábado (24).
De acordo com informações publicadas pelo ge nesta segunda-feira (26), o gramado do CT apresenta buracos e desníveis que podem interferir na qualidade dos treinamentos. O cenário amplia a preocupação do clube, já que as condições do campo de trabalho diário podem afetar a execução de passes, dribles e outras atividades fundamentais para a preparação dos atletas.
Cuca comenta as dificuldades nos treinamentos
Ao abordar as reclamações dos jogadores sobre o gramado, Cuca afirmou que procura lidar com a situação de maneira prática. O treinador explicou que já está acostumado a trabalhar em campos com condições desfavoráveis e que utiliza esse argumento para tentar diminuir a insatisfação do elenco.
Na avaliação do técnico, jogadores com maior qualidade técnica podem encontrar maneiras de superar as irregularidades do terreno, inclusive quando precisam dominar uma bola que quica de forma inesperada. Apesar disso, Cuca ressaltou que sua posição não representa uma defesa das condições ruins dos campos utilizados pelo Santos.
A declaração também evidencia um desafio para a comissão técnica: preparar a equipe em um ambiente que nem sempre oferece as condições ideais para desenvolver o modelo de jogo desejado. O problema ganha importância especialmente para um time que busca valorizar a troca de passes, a movimentação e as jogadas individuais.
Vila Belmiro também apresenta problemas
A situação do CT Rei Pelé se soma às dificuldades enfrentadas na Vila Belmiro. No empate diante do Bahia, a forte chuva que atingiu a Baixada Santista expôs novamente as limitações do gramado e do sistema de drenagem do estádio.
Durante a partida, o acúmulo de água em diferentes pontos do campo prejudicou a circulação da bola e dificultou a construção das jogadas. Mesmo com a redução da intensidade da chuva no segundo tempo, algumas poças continuaram presentes, interferindo no andamento do confronto.
O cenário reforçou as preocupações com a estrutura utilizada pelo Santos em seus jogos como mandante. Em partidas disputadas sob chuva intensa, a qualidade do gramado e a capacidade de drenagem são fatores importantes para garantir melhores condições de jogo e reduzir os efeitos das irregularidades do terreno.
Diretoria planeja reformas para o fim do ano
A diretoria santista prevê realizar melhorias nos gramados após o encerramento da temporada. A expectativa é aproveitar o período de férias e a pausa no calendário para executar intervenções tanto na Vila Belmiro quanto no CT Rei Pelé, reduzindo os impactos sobre a rotina de treinamentos e a realização das partidas.
Na Vila, o campo passou por manutenção em junho, incluindo replantio da grama, ajustes na densidade e nivelamento com areia. As medidas, entretanto, não foram suficientes para solucionar definitivamente os problemas. Por isso, o planejamento prevê a substituição completa do gramado do estádio por um sistema híbrido, que combina grama natural com fibras sintéticas para reforçar a estrutura do campo.
O CT também deve receber melhorias, embora a execução dos trabalhos dependa do planejamento do clube. Até que as intervenções sejam realizadas, jogadores e comissão técnica precisarão conviver com as condições atuais dos campos.
A expectativa é que as reformas proporcionem melhores condições para os treinamentos e as partidas, além de favorecer o desempenho técnico da equipe. Enquanto isso, o Santos precisa administrar as limitações da estrutura em meio à reta final do Campeonato Brasileiro, período em que cada resultado pode ter impacto importante nos objetivos esportivos da temporada.
Comentários
Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.