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Calote? Santos ainda não recebeu valor milionário dos Emirados Árabes

14 out 2026 - 20h13
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Resumo
O Santos enfrenta entraves financeiros com o atraso no pagamento de US$ 2,5 milhões (R$ 13 milhões) pelo Sharjah FC pela venda de João Pedro Chermont. O clube árabe pediu mais prazo alegando problemas de fluxo de caixa, enquanto a diretoria santista tenta evitar uma cobrança formal na Fifa. O montante era aguardado para amenizar a crise do clube, que acumula dívidas superiores a R$ 1 bilhão, salários e direitos de imagem atrasados, além de punições de transfer ban que impedem reforços.

O Santos enfrenta dificuldades para equilibrar as contas e resolver pendências financeiras. Em meio a dívidas com jogadores e ex-integrantes da comissão técnica, o clube esperava receber um valor importante pela venda de um atleta formado na base.

Marcelo Teixeira, presidente do Santos fala sobre SAF
Marcelo Teixeira, presidente do Santos fala sobre SAF
Foto: Marcelo Teixeira, presidente do Santos fala sobre SAF ( Raul Baretta/Santos) / Gávea News

O Sharjah FC, dos Emirados Árabes Unidos, ainda não pagou os US$ 2,5 milhões (cerca de R$ 13 milhões) pela contratação do lateral-direito João Pedro Chermont. A negociação foi fechada no fim de setembro, mas o clube árabe pediu mais prazo para quitar a dívida e não definiu uma data para o depósito.

Segundo as informações divulgadas, o Sharjah alegou dificuldades no fluxo de caixa e pediu ao Santos que evite levar o caso à Fifa. A diretoria santista, por enquanto, mantém as conversas com os Emirados Árabes para tentar resolver a situação sem abrir uma disputa formal.

O atraso pesa no planejamento financeiro do Peixe. O clube contava com o dinheiro da transferência para quitar compromissos com o elenco, incluindo valores de direitos de imagem. Como o pagamento não chegou, a diretoria precisa buscar alternativas para cumprir as obrigações.

A situação é delicada porque o Santos acumula uma dívida superior a R$ 1 bilhão, segundo informações divulgadas neste ano. O clube também precisa administrar cobranças relacionadas a contratações e rescisões contratuais, além de pendências com atletas e profissionais que passaram pela Vila Belmiro.

Outro problema são os transfer bans impostos pela Fifa, que impedem o registro de reforços enquanto determinadas dívidas não forem quitadas. Em outubro, o Santos informou ter depositado R$ 950 mil para tentar derrubar três das sete punições que estavam registradas. Ainda assim, outras quatro sanções permaneciam ligadas a uma dívida superior a R$ 17,5 milhões com o ex-técnico Pedro Caixinha e integrantes de sua comissão técnica.

O Santos ainda pode receber mais US$ 1 milhão pela venda de Chermont, caso o jogador cumpra metas previstas em contrato. O valor não ficará integralmente com o clube: o Coritiba tem direito a uma taxa de vitrine de 10%, e a divisão dos direitos econômicos também reduz a quantia que efetivamente entrará nos cofres santistas.

Gávea News
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