A declaração de Tiquinho Soares direcionada ao Santos
Apresentado como novo camisa 9 do Botafogo, o atacante Tiquinho Soares justificou sua recente queda de rendimento no Santos atribuindo o fato a problemas extracampo e à crise interna do clube. Segundo o atleta, a instabilidade institucional prejudicou o desempenho de todo o elenco, embora tenha elogiado seu início sob o comando de Pedro Caixinha. Apesar dos entraves nos bastidores, o jogador declarou respeito e gratidão pela grandeza da equipe paulista.
O atacante Tiquinho Soares foi apresentado oficialmente nesta última quinta-feira (27) como o novo camisa 9 do Botafogo. Na entrevista coletiva, o jogador usou o espaço com a imprensa para explicar o seu rendimento esportivo recente.
A passagem recente do atleta pelo Santos foi um dos assuntos. O atleta sugeriu que problemas de bastidores prejudicaram seu futebol, indicando a falta de condições ideais de trabalho.
Ao analisar a própria queda de produção, o atleta expôs o incômodo com o suporte recebido: "Será que eu não fui bem ou não deixaram eu ir bem? Essa é uma pergunta que eu tenho até hoje. Eu sou um cara que não gosto de polêmica. No futebol, vocês não sabem o que acontece extracampo".
A chegada ao time da Vila Belmiro aconteceu em janeiro de 2025. Pela equipe, ele acumulou 40 partidas, com sete gols e quatro assistências, logo após deixar o próprio time carioca.
Sobre o desempenho inicial no campeonato estadual, o reforço destacou o trabalho com o técnico da época: "A minha passagem pelo Santos foi uma passagem que eu cheguei para jogar o Paulistão. Fiz oito ou nove gols. Tinha um treinador que gostava de mim, que era o Pedro Caixinha, e com ele eu consegui jogar. Agora eu te pergunto, me fala um jogador do Santos em 2024 que foi bom, que teve um nível elevado?".
O argumento central do jogador é que a instabilidade geral do clube prejudicou todos. A crise técnica da equipe inviabilizou o destaque individual de qualquer membro do elenco.
Apesar de todas as ressalvas estruturais, o camisa 9 encerrou o tema valorizando a antiga equipe: "Tirando o homem, que o homem você não pode falar do cara. A passagem do Santos foi muito difícil não só para mim, mas para todos os jogadores. Foi um ano muito difícil para o Santos e quando eu não está bom, ninguém presta. Eu agradeço demais ao Santos, é um clube gigante e eu tive a honra de vestir aquela camisa. Eu sei o peso que é de vestir aquela camisa".
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