Análise: Remo perde a chance de sair da zona pela primeira vez em dezesseis rodadas
Com a derrota por 2 a 1 para o Mirassol, pela 21ª rodada do Campeonato Brasileiro, o Clube do Remo desperdiçou uma oportunidade valiosa de deixar a zona de rebaixamento. Com mudanças na equipe titular e uma sequência pesada de jogos, Léo Condé optou por tomar a decisão de preservar alguns jogadores em um confronto […]
Com a derrota por 2 a 1 para o Mirassol, pela 21ª rodada do Campeonato Brasileiro, o Clube do Remo desperdiçou uma oportunidade valiosa de deixar a zona de rebaixamento. Com mudanças na equipe titular e uma sequência pesada de jogos, Léo Condé optou por tomar a decisão de preservar alguns jogadores em um confronto direto que poderia mudar os rumos da campanha azulina.
O problema é que, dentro de campo, o Remo voltou a apresentar um defeito recorrente na temporada: a dificuldade de entrar ligado na partida. A equipe sofreu para conter a pressão inicial do Mirassol e, mais uma vez, deu a impressão de que precisava ser castigada antes de reagir na partida. Somente após sair atrás no placar os azulinos conseguiram equilibrar as ações, aumentar a intensidade e assumir o controle do jogo no primeiro tempo. A melhora foi premiada com o gol de empate de Leonel Picco, reacendendo as esperanças do torcedor do Leão em um desfecho positivo.
No entanto, a reação durou pouco. Assim como no início da primeira etapa, o Remo voltou do intervalo desatento e voltou a pagar caro por uma nova falha defensiva. Em mais um lance de bola parada, o Mirassol retomou a vantagem e passou a controlar o resultado com segurança. A partir do gol, os donos da casa fecharam os espaços, controlaram o ritmo da partida e praticamente anularam as tentativas de reação da equipe paraense, que criou pouco e não conseguiu aproveitar a única boa oportunidade de empatar a partida com Jajá no segundo tempo.
A derrota pesa porque foi justamente diante de um adversário que também luta contra o rebaixamento. Ainda assim, a situação do Remo segue longe de ser irreversível. A parte de baixo da tabela continua extremamente acirrada, e o clube ainda permanece a apenas um ponto da Internacional, que é a primeira equipe fora da zona de rebaixamento.
O que muda, a partir de agora, é o tamanho da responsabilidade. A cada rodada a margem para erros diminui, e o Remo precisa transformar a luta contra o rebaixamento em prioridade absoluta. Se o objetivo é permanecer na elite do futebol brasileiro, o clube terá de concentrar todas as suas forças no Campeonato Brasileiro e deixar de priorizar a Copa do Brasil para evitar repetir falhas que vêm causando desgastes físicos o seu time titular e custando pontos preciosos ao longo da competição.
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