Raça e sinergia: Jair Ventura exalta entrega do Vitória e celebra união com a torcida
Jair Ventura celebra vaga na semifinal da Copa do Nordeste e destaca a entrega de Matheuzinho, Nathan e Ramon. Confira a análise do técnico e o clima de união no Vitória para a temporada 2026.
O placar magro de 1 a 0 sobre o Ceará, na última quarta-feira (6), pode não traduzir o volume de jogo apresentado pelo Vitória no Barradão, mas para o técnico Jair Ventura, ele carrega um significado muito maior: a consolidação de um trabalho baseado na resiliência.
Em uma noite marcada por fortes temporais em Salvador, o que se viu em campo foi um elenco disposto ao sacrifício para colocar o Leão novamente entre os quatro melhores da Copa do Nordeste após cinco anos.
O comandante rubro-negro, que está prestes a completar 40 jogos à frente do clube, não escondeu o sentimento de realização. Para Jair, o Vitória hoje vive uma sinergia rara, onde a entrega dos jogadores no gramado encontra eco no apoio incondicional das arquibancadas, mesmo sob condições climáticas adversas.
O "carrinho de cabeça" e o espírito de decisão
Durante a coletiva de imprensa, Jair Ventura fez questão de personificar o espírito do elenco em lances específicos. Ele citou a determinação de Matheuzinho, que entrou em campo com pontos no pé, e o zagueiro Ramon, que tentou permanecer no jogo mesmo após uma pancada no joelho. No entanto, um lance de Nathan Mendes roubou a cena na análise do treinador.
"Nathan hoje deu um carrinho de cabeça. Essa sinergia é muito presente em nosso elenco", destacou Jair.
Para o técnico, essa disposição para o "jogo sujo" e para o combate é o que diferencia o Vitória em momentos decisivos.
"Ninguém quer sair do jogo. Estamos sempre juntos em momentos bons e ruins. Me sinto extremamente feliz e realizado aqui", confessou o treinador, que completou sete meses de trabalho no CT Manoel Pontes Tanajura.
Análise tática e o "problema bom" no ataque
Apesar da felicidade pela classificação, Jair Ventura ressaltou que o placar poderia ter sido mais elástico. O Leão finalizou 22 vezes, sendo 10 delas no alvo. A postura agressiva foi potencializada por uma mudança tática ousada: a entrada de Renato Kayzer no lugar do volante Martínez, fazendo o Vitória atuar com dois centroavantes de ofício.
"Ganhamos mais opções, inclusive essa de jogar com dois noves. Renê tem muita mobilidade e permite isso. É uma dor de cabeça boa para o treinador", avaliou.
A estratégia surtiu efeito, com Kayzer marcando o gol que garantiu o duelo contra o ABC de Natal nas semifinais, em jogos de ida e volta que ainda terão datas confirmadas pela CBF.
Foco total no Maracanã
Sem tempo para longas comemorações, o Leão já vira a chave para o Campeonato Brasileiro. O próximo desafio é contra o Fluminense, neste sábado (9), às 18h, no Maracanã. Jair Ventura confirmou que irá com força máxima, embora já saiba que não poderá contar com Matheuzinho, suspenso.
A preocupação imediata é a recuperação clínica de Ramon. A delegação rubro-negra treina na tarde desta quinta-feira e encerra a preparação na manhã de sexta, antes de embarcar para o Rio de Janeiro. O objetivo é manter o ritmo intenso e a "guarda alta" para continuar subindo na tabela do Brasileirão, sustentado pela mística do Barradão e pela raça que Jair Ventura conseguiu injetar no DNA deste elenco.
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