Valdivia merece ficar? Chileno é vaiado e “pressiona” time
Antes do jogo contra o Atlético-MG no último sábado, Valdivia foi um dos jogadores mais aplaudidos pela torcida do Palmeiras durante a escalação mostrada no telão, ao lado de Fernando Prass, Zé Roberto e o jovem Gabriel Jesus. Ao ser substituído, aos 17min do segundo tempo, seu nome foi intensamente vaiado. A contradição mostra o que o chileno causa para a torcida alviverde: amor e ódio, idolatria e revolta. A verdade é que para os dois lados a paciência com o jogador já começa a acabar: a arrastada renovação, inclusive, “pressiona” o time, de acordo com palavras do próprio técnico Oswaldo de Oliveira.
O meio-campista tem até o dia 17 de agosto para provar que merece ficar no clube paulista. Pelo demonstrado nos cinco primeiros meses de 2015, a probabilidade maior é que não fique. Pesa a favor do chileno, que causa revolta principalmente pelos períodos em que fica fora por lesão, a idolatria conquistada no passado não tão distante: no fim de 2014, inclusive, ajudou o Palmeiras a ficar na primeira divisão nacional, em meio a contusões.
A negociação pelo novo contrato de Valdivia é complicada. O Palmeiras quer impor um contrato de produtividade, o que desagradaria o jogador. Oswaldo de Oliveira, após o empate por 2 a 2 conquistado no último minuto contra o Atlético-MG , admitiu que toda a situação em torno do jogador atrapalha e “pressiona” o time alviverde. A fala do comandante é um elemento novo para a “novela” que marca os bastidores do clube.
“Muitos jogadores estão em busca de afirmação, um é o Valdivia que vem desta inatividade muito grande. A questão do contrato para renovar é claro que é uma pressão muito grande que todos nós sentimos, da permanência dele ou não”, afirmou o treinador.
O sentimento de Oswaldo, que também é de grande parte do grupo, acelera algo que não tem prazo breve para ser resolvido: Valdivia fica ou não? As estatísticas até aqui em 2015 apontam que não, mas mesmo assim o chileno segue ganhando chances. Contra o Atlético-MG, não fez partida excelente (veja números abaixo), mas também não foi mal a ponto de receber as vaias que ouviu ao deixar o campo. Os gritos foram sintomáticos: o chileno precisa ir muito além do normal para continuar na equipe.
| Quesito | Números de Valdivia contra Atlético-MG, segundo o Footstats |
| Finalizações | 3 certas (1º no ranking do time) e 2 erradas (1º no ranking do time) |
| Passes | 22 certos e 7 errados |
| Desarmes | 0 |
| Cruzamentos | 0 certos e 2 errados (4º no ranking do time) |
| Lançamentos | 1 certo (4º no ranking do time) e 2 errados (4º no ranking do time) |
| Dribles | 1 certo (2º no ranking do time) |
| Faltas | 1 recebida e 0 cometidas |
| Gols | 0 |
Em cinco meses, Valdivia fez apenas seis jogos com a camisa do Palmeiras, para um total de 311 minutos – números que nem de longe justificam o alto salário investido pelo Palmeiras. No ano, o palmeirense vai pior do que o Valdivia “genérico”, que atua pelo Inter-RS. Para completar, ainda deve disputar a Copa América com o Chile e ficar mais um grande período fora do Palmeiras.
Diferentemente de anos anteriores, o jogador do time paulista ainda tem mais um problema para a renovação: além de não ser mais unanimidade entre os torcedores, o time deixou de ser “dependente” do meia. Em 2014, a equipe só funcionava ofensivamente quando o chileno jogava. Agora, não. A posição ocupada pelo atleta conta com grande concorrência: Cleiton Xavier, Alan Patrick, Ryder, Fellype Gabriel e Robinho. Bem diferente do que era visto nos últimos anos.
E para você, torcedor palmeirense: Valdivia merece ficar ou deve sair? Utilize a caixa de comentários abaixo e dê sua opinião!