Palmeiras pretende buscar efeito suspensivo após STJD punir Abel
Alviverde contesta punição de treinador e confia em recurso para ter o português no banco contra o Botafogo pelo Brasileirão
O Palmeiras recorrerá e pedirá efeito suspensivo ao STJD contra a punição de dois jogos aplicada a Abel Ferreira, penalizado por chutar um microfone contra o Mirassol. A sanção afasta o técnico das partidas contra Botafogo e São Paulo. A defesa alviverde sustenta o pedido no voto do relator George Suetônio Ramalho Junior, que pedia a absolvição do português com base na avaliação da arbitragem em campo, e questiona a reviravolta no julgamento após pedido de vista de um auditor.
O Palmeiras pretende recorrer da punição aplicada a Abel Ferreira pelo STJD e também solicitará efeito suspensivo. Assim, a medida pode interromper temporariamente os efeitos da decisão até que o Pleno do tribunal analise o recurso. A informação é do portal "ge".
Dessa forma, a 3ª Comissão Disciplinar do STJD puniu o treinador com dois jogos de suspensão nesta sexta-feira (4). O português recebeu a pena pelo chute em um microfone durante o empate com o Mirassol, pelo Campeonato Brasileiro.
Com a decisão, o técnico não poderá comandar o Alviverde contra o Botafogo, neste domingo (6), nem diante do São Paulo, no dia 12 de setembro. Assim, caso o tribunal conceda o efeito suspensivo antes do duelo com o Glorioso, Abel poderá dirigir a equipe no confronto.
Entenda o argumento alviverde
O Palmeiras acredita que o Pleno do STJD pode modificar a decisão. O clube sustenta o argumento com base no voto do relator George Suetônio Ramalho Junior, que considerou a denúncia da Procuradoria improcedente e defendeu a absolvição do treinador.
Nesse sentido, o relator destacou que João Vitor Gobi analisou a situação durante a partida e decidiu não aplicar punição a Abel. O áudio da comunicação do VAR com a arbitragem, exibido durante o julgamento, também registrou a discussão sobre o lance.
O clube ainda demonstrou estranheza com o pedido de vista apresentado pelo auditor Pedro Gonet após o voto do relator. Gonet era o terceiro integrante da comissão a votar e solicitou mais tempo para analisar o processo.
Cerca de uma hora depois, às 12h59 (de Brasília), Gonet retornou à sessão e votou pela suspensão de Abel por dois jogos. Rodrigo Buzzi acompanhou o entendimento e também defendeu a punição, que acabou aprovada pela comissão.
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